O Conselho da Europa e o aborto.
Decididamente o Conselho da Europa - que não deve confundir-se com a União Europeia - não se demite daquilo que pensa ser o seu papel moderador também em questões que têm a ver com os princípios cristãos que fundamentam a nossa cultura europeia, a visão do mundo de, ainda, muitos milhões de europeus.
Foi o caso da repulsa da alusão ao Criacionismo nas Escolas.
Foi o caso da pressão para a normalização dos desvios homossexuais.
Agora pretende que através de uma Resolução que propõe para aprovação na sua Assembleia Parlamentar que está a decorrer agora, segundo a notícia, entre 14 e 18 deste mês, julgo que em Bruxelas, se pressionem, no sentido da despenalização do aborto, os países, nomeadamente os da União Europeia, cuja legislação ainda não assegura o direito ao aborto.
Essa Assembleia Parlamentar não tem poderes executivos, naturalmente. Apenas de recomendação. Mas a sua influência é de considerár.
A Aliança Evangélica Europeia ( AEE ) - que se reuniu recentemente em Portugal, num Hotel em Tavira - emitiu um parecer crítico em relação a essa Resolução alertando para o facto de que não há, ao contrário do que fazem crer, um consenso internacional quanto ao direito ao aborto. Longe disso. E não é, de forma nenhuma, um direito humano fundamental.
O aborto é um atentado à vida, a uma vida gerada.
A AEE escreveu aos políticos dos partidos com assento na referida Assembleia e também às Alianças Evangélicas nacionais para que dêem a conhecer publicamente o seu apoio a este parecer crítico da AEE .
Desconhecemos como reagirá a nossa AEP .
Nisto, o silêncio é pactuante.
Já dizia o rei David, no Salmo 11 : 3 -
«Transtornam-se os fundamentos !
Que faz o justo ?».
Muita coisa.
David era um homem de acção. Um combatente. Não se toleraria confissões dramáticas de ineficácia...
Mais adiante, no Salmo 18 : 29 clama :
«Com Deus desbarato exércitos !
Salto muralhas !»
Eu e muitos mais não queremos calar-nos.