Música !
Boa Música há só uma ! A que tem Harmonia, a que enriquece a alma mais que os sentidos. A que eleva a planos não só de bem-estar interior mas de paz, de racionalidade, de concórdia íntima.
Neste tipo de Música destaco a chamada "Clássica".
E aí ponho a preferência na que vai até ao início do século XX, justamente porque a partir daí o conceito de Harmonia se tornou outro e começaram as experiências melódicas com conceitos de dissonância que me ultrapassam como leigo que sou.
Mas a boa Música é uma criação divina. É a minha convicção.
É por isso que sou - eu e muita gente - críticos quanto a certa música usada para o Louvor a Deus na Igreja, atualmente, com harmonias repetitivas por vezes de grande pobreza melódica. E ainda por cima com apoios verbais do mesmo teor, apenas servindo para o estímulo dos sentidos e de um certo entusiasmo devocional.
Nem todos os Compositores clássicos foram homens que respeitavam Deus
Reconheço mesmo que certa Música da que chamamos Clássica pode transparecer complexas situações de almas de Comnpositores que fogem a Deus, que o evitam.
Mas Deus serviu-se da Música Clássica - como das Obras de outros Artistas, segundo a sua Vontade suprema - para expressões sublimes de criação do Belo.
E o Belo é um Valor insuperável e eterno.
Por isso a Beleza dessa Música é inextinguível. Sucedem-se as gerações, os estilos de vida, as configurações sociais e essa Música é sempre ouvida !
A Música clássica tem outro trunfo - é formativa. Eleva. Depura.
E já agora... que tipo de Música - essa sim perfeitamente divina - ouviremos um dia na Presença de Deus ?
Deu-me assistência durante a minha recente cururgia um enfermeiro chamado ELVIS ( com nome de Família começando por "P" e tudo... ).
Disse-me que os Pais tinham admiração pelo célebre cantor rock dos anos 50, Elvis Presley.
Ele próprio era um moço rápido de gestos, bem disposto.
Fiquei matutando. ( Também, pouco mais tinha que fazer na altura... ).
Elvis Presley foi uma força explosiva do após guerra. É um lugar comum bem sei.
Mas não se pode esquecer que essa "música" foi um implosão de revolta e ao mesmo tempo uma dinamitação de mudança perante a loucura bestial que estava a acabar, e a que a bomba atómica pôs termo sim mas de forma atroz !
Até a batida dessa música é ainda como um eco da troada das armas ressoando no inconsciente ainda de muitos jovens ex-combatentes que escaparam aos moriticínios, ( e que perduravam tenebrosamente no Coreia, no Vietnam, etc ).
Era um grito "arround the clock" ! Apelando a coisas novas.
Talvez sem muita consciência disso e sem intento deliberado mas era-o
E essa fúria de mudança, de corrida ao diferente deu-se noutras áreas igualmente : nos relacionamentos afectivos, na política, na necessidade de passar a viver de outra forma internacionalmente.
Esses anos 50 geraram a estupenda década de 60 ( Fiz aqui um post sobre isso ).
E mais : Muita música de igrreja ( não toda ) nasceu desses tempos de insatisfação e de procura de novidade : não só nos ritmos e nos instrumentais mas também - e é grave - nos conteúdos vazios, na repetitividade dos slogans, na carga de emotividade suplantando a força dos conteúdos.
Eu vivi esses tempos !