A esquerda política, aquilo que ainda nas últimas décadas do século passado se considerava como tal, perdeu, desinteressou-se por, idelogia; sobretudo após a queda do Muro de Berlim e o fim do comunismo soviético.
( A propósito M. Gorbatchov fez agora 80 anos. Uma figura que, quer se queira quer não, se destacou na História ! )
Ficou, à "esquerda", o arquétipo da Solidariedade e de um certo Igualitarismo revisado.
Para colmatar o vazio agarra-se então à ideologia dos Direitos.
Os Direitos do Ser Humano. Os da Mulher. Os das Criança. Também os dos Animais.
E os das Minorias, particularmente quanto à legalização do casamento "gay".
Em breve o da eutanásia. Para além de outros.
Não são propriamente ideologias que lhe estão subjacentes. São mundi-visões. São conceitos de vida, que levantam polémicas irreconciliáveis, com fundamentos inaceitáveis. E sobretudo são "anti-Deus". Repudiam o Deus do Cristianismo. Mais explicitamente, mais subliminarmente.
É outra esquerda. Sobrevivente. E não mais.
Essa, a mim, já não me interessa.