Em Avignon, França, foi mandada fechar ( a notícia não diz por quem, www.lunivers.info/ ) uma exposição de "obras de arte" entre as quais uma, em lugar de destaque, com um crucifixo num urinol.
Esse "lixo artístico" já desde 2002 que vem sendo exposto na Austrália e nos USA com outras "obras" (?) agressivas, com títulos como "A Virgem nos excrementos"; e um homem travesti em homossexual sugerinod a figura de Jesus.
Escrevo sobre isto sem me alongar porque me repugna até o redigi-lo. ( E hesitei... ).
Penso no entanto que não podemos nem ignorá-las nem calarmo-nos.
Para além do mais, da repugnância que provocam, há aqui planos a destacar.
Um é o conceito de "arte" que alguns querem fazer prevalecer, de contestação, de desmontagem crítica, bem longe do conceito de estética e de qualquer arquétipo de Beleza, intrínseco à noção de Arte.
Outro plano é o do desprezo do Cristianismo como Património cultural da Humanidade, como Valor imenso da natureza humana sem o qual o Homem é apenas um Ser vivo.
E há o plano da agressão - explícita - a Deus, ao Deus da História do Homem, que intervém, que o ama através de Cristo. E que eu amo.
É uma marca dos tempos de Hoje.
Jesus sofreu também esse desprezo, na Páscoa dos judeus.
Há dois mil anos.
Gosto de apreciar Obras de Arte. Faço-o, naturalmente, na medida da minha própria Formação e da minha capacidade. Como a maioria das pessoas.
Sou sensível à beleza de muito do que a Humanidade tem produzido de Belo e que nos impede de "reduzir o horizonte da vida ao materialismo e ao banal" ( Professor. J. Ratzinger ).
Li o recente discurso de Bento XVI aos Artistas, no passado 21 de novembro, na bela Capela Sistina.
Retive dois ou três pensamentos que gostaria de deixar aqui como que "arquivados" e que subscrevo.
«(...) A experiência do belo...do autêntico, não efémero nem superficial...leva ao confronto com o quotidiano para o soltar da obscuridade e o transfigurar, o tornar luminoso e belo.
Com efeito, uma função da verdadeira Beleza, já indicada por Platão, é a de fazer o Homem sair de si próprio, da resignação, da acomodação do dia-a-dia».
«(...) No entanto a procura da Beleza nunca poderá consistir numa fuga para o irracional. Nem mesmo para o simples esteticismo».
«(...) Simone Weil escrevia : "Em tudo o que nos suscita o sentido puro e autêntico do Belo há a marca de Deus"»