Não se ouve falar muito nas razões éticas que provocaram a crise financeira, e logo económica, que o mundo atravessa.
Achei muito certo que o Presidente da República de Portugal - ele próprio um economista - no seu discurso na Assembleia da República em 25 de abril último, tenha focado esse aspeto que está na génese da crise : a falta de honestidade no comércio financeiro entre os Bancos, o locupletar-se, a ambição cega, a corrupção de muitos banqueiros ao permitirem-se, entre outras coisas, transações de créditos, entre Bancos e com os privados, e em rede mundial, empréstimos sem garantias, sem rigor, sem honestidade.
O ser humano é por natureza ambicioso e corruptível. Não há nada de novo nisso...
A economia não é um sistema autónomo. Não pode agir independentemente de estruturas legais, jurídicas. E, claro, de princípios éticos básicos.
Se não, é a lei da selva. E foi mesmo !
Agora : Só os cristãos têm - é suposto terem - os recursos morais e espirituais necessários, e de forma coerente e consistente, para criar um clima e um terreno saudável para um desenvolvimento financeiro e económico sustentável e fiável. Poucas são as religiões que fazem apelo a Normas divinas parametrizadoras da vida humana. E das que o fazem o Cristianismo não tem paralelo, pela racionalidade, pelo projeto de Vida total que tramsmite e que propõe.
Sendo assim, onde vão os seres humanos buscar a ética ? O respeito mútuo ? O respeito pelo propriedade e os bens de cada um ?
Normas gerais, inatas no coração humano ...? Que ilusão !