ESCREVER
POR
PRAZER
Domingo, 1 de Julho de 2007
DEMOCRACIA, UMA FICÇÃO ?
Fernando Dacosta, num livro, que até é interessante ( "Máscaras de Salazar". Casa das Letras. 1997 ) conta que Salazar afirmava : «A democracia consiste no nivelamente por baixo. E também na recusa em admitir desigualdades naturais... E em acreditar que o poder encontra a sua origem na maioria e não no escol. E por isso considero-a uma ficção»
Era a fala de um ditador. Alguma razão até teria, vendo as coisas sob certo prisma...
Para Platão a Sociedade ( a República ) deveria ser governada por uma artistocracia esclarecida, competente. Um "escol", como diria Salazar.
No entanto isso não é Democracia como a entendemos hoje.
O Conde de Abranhos também clamava no bico dos pés, no Parlamento, que o poder «...devia estar nas mãos de uma classe ilustrada, bem nascida, com poder económico... Só desse modo se podem manter os Estados !»
Mas o Conde de Abranhos é uma caricatura, uma das interessantes e acutilantes caricaturas do Eça de Queiroz.
Jean-François Revel escrevia em 1983 que a Democracia é um regime paradoxal, porque oferece às maiorias a possibilidade até de a abolir. ( "Comment les Démocraties Finissent". Grasset ).
E é verdade. Foi assim que apareceu Hitler. Foi assim que se estabeleceu Estaline.
Fragil, a democracia ? Claro.
Contudo há respostas melhores, mesmo no quadro democrático...
Verei isso amanhã.
NEW COUNTER