Tem sido muito mal visto.
Sugere ainda, para muita gente, uma ideia pejorativa. O esforço insistente e imoderado de trazer outros para determinada área de convicções. Em geral religiosas.
Mas tenho-me confrontado com opiniões, muito válidas, que rectificam esse sentido. Que o corrigem e de certo modo o actualizam.
Dizem, os que se debruçam sobre o assunto que hoje há menos emulação ideológica, ou seja, mais indiferença perante convicções com carácter absoluto e dogmático. Que se é mais atraído por posições consensuais ainda que mais superficiais, ficando mais pela rama...
Também creio que sim. Os sintomas disso multiplicam-se. Mas não é, de forma nenhuma, um sinal positivo dos tempos...
Por isso o proselitismo hoje terá deixado de ser considerado como fragilizante da Igreja cristã, como favorecedor de extremismos, como expressão de atraso cultural.
É interessante lembrarmo-nos aliás que o proselitismo, activo e corajoso, dos que abraçaram há dois mil anos a Fé cristã, foi uma força fulgurante, no Império Romano, jorrando para o Oriente e para o Norte de África. Foi um impulso proselítico muito forte e também genuíno e racional, convincente, gerador de vidas novas, e de outro sentido da Vida.
O proselitismo deve ser considerado uma forma de afirmação das convicções, aliciante pelo discurso apelativo que as suporta, como também pela vivência que as confirma.
O proselitismo pode ter formas diferenciadas de se realizar. Mas não há evangelismo passivo, do género de "Aqui estou. Se quiserem venham ver como a minha Fé é bela".
Não há Evangelismo, seja de que tradição cristã for, sem proselitismo.
Contudo apreendo um tanto o futuro na Europa e em geral no seio da Civilização Ocidental. Não virá algum dia em que por força de uma mentalidade ultra-laicista viremos a ter também entre nós leis restritivas do proselitismo, que são típicas dos países muçulmanos ? Há "cheiros" disso aqui e ali. Estejamos atentos.
O «Vinde após Mim». «Eis que estou à porta e bato...» de Jesus Cristo repercute-se através da Igreja pelos séculos. Até hoje !
Dessa forma sim - no respeito pela liberdade de escolha, responsabilizante , de cada um procurarei fazer prosélitos.