« ... Ano aceitável do Senhor !»
Em que daremos a conhecer, como Igreja, a Graça do nosso Deus.
E que percorreremos na esperança da sua Vinda !
A quem me ler
B O M A N O !
Estaremos uns tempos noutras atmosferas.
Se Deus quiser.
( E sem computadores... )
Com uma exceção : a recente edição da Bíblia "A MENSAGEM", em discurso livre, de Eugene Peterson, que tem «Não cometerás homicídio», em Êxodo 20 : 13.
Segundo o Novo Acordo ortográfico da Língua Portuguesa, no âmbito dos PALOP, nomes substantivos que designem Disciplinas ou Domínios do Saber escrevem-se facultativamente com ou sem maiúscula inicial. Por exemplo : Matemática ou matemática; Português ou português.
Fico satisfeito que, nessa área particular, seja facultativo. Quanto a mim escreverei sempre Matemática, Filosofia, História, etc, ( Disciplinas escolares, académicas ) com maiúscula, porque estão significando domínios específicos do Conhecimento.
A maiúscula pode traduzir convicções e tomadas de posição na vida, no mundo das ideias, dos conceitos. E não é questão dispicienda...
O indiferentismo face às maiúsculas, nesta questão da expressão gráfica, escrita, daquilo em que pensamos, daquilo que queremos dizer, não será apenas fruto da ignorância, da iliteracia, do descuido docente nos anos de escolaridade. Ou também da rebeldia com que, mesmo inconscientemente, se repudiam parâmetros, disciplina, face ao que nos parece ser limitações à "minha própria maneira" de ver as coisas...
Pode até - esse indiferentismo ou essa negligência - expressar uma atitude mental de desprezo perante o que é importante, na Cultura e no Pensamento tradicional, desprezo pelo que é destacável, relevante por si. Estamos a falar claro da área dos conceitos, da ideologia.
Por exemplo : Liberdade, Paz, Justiça, etc. E no domínio da Fé cristã : Fé, Salvação, Amor, Perdão, Cruz, o Nome de Deus. Etc, etc.
Todos estes substantivos são "comuns", quando expressam conceitos correntes, não destacáveis ideologicamente. Escrever-se-ão então com minúscula.
Mas a liberdade que tenho de me movimentar não é a mesma coisa que o conceito superior e único de Liberdade ! A paz, como tranquilidade interior e ausência de situações conflituosas não se confunde com a Paz, ideia suprema. E no campo das convicções : A fé como confiança e expetativa de concretização de certo acontecimento não é a Fé que Deus inspira pela sua Palavra divina. O amor, sentimento corrente que nos liga a outras coisas ou pessoas não tem que ver com o Amor de Deus. A Cruz, fulcro do Ato de Salvação divina, em Jerusalém, no Calvário, não equivale ao padecimento ou à crise pessoal conjuntural que se pode atravessar. O mesmo com Governo da Nação / governo de casa; Sociedade portuguesa / vida em sociedade: Humanidade, conjunto dos seres humano / humanidade, atitude assumida perante o semlhante.
E por aí fora.
Negligenciar maiúsculas é em certos casos esvaziar pejorativamente conceitos únicos do peso semântico que os sublima.
Cuidado com o que a nossa escrita pode revelar, ou parecer demonstrar, daquilo que somos, daquilo que respeitamos, daquilo em que cremos.
Hoje é Natal !
«...Trago-vos Boas Novas de grande Alegria !...» clamaram os Anjos aos pastores de Belém. Lucas 2 : 10.
No entanto...
Na quadra natalícia nós, os Evangélicos, temos frequentemente o discurso da "retificação". Ou seja, trazer à evidência o sentido básico de Natal que é o do repúdio do consumismo, do edonismo, de certo paganismo ainda que ornamentado com ideias boas, de paz, Família, dádiva aos outros, bem-querer...
Mas Natal ( também Colson nos lembra isso ) tem uma conotação subjacente de sofrimento.
José, quanto não terá sofrido - antes do Anjo o ter esclarecido - perante aquela aberração de Maria, virgem, estar grávida... e dizer que um Anjo lhe falara !
E, no momento do parto, terem de ficar num estábulo porque não havia lugar na estalagem, tanto era a gente que vinha alistar-se.
E a revolta interior : "Não era isto que esperávamos para este menino que Deus nos anunciou..."
Depois, no Templo, a predição de Simão de que "...uma espada traspassaria a alma de Maria...", Lucas 1 35, e a perplexidade angustiosa do que isso realmente significaria !
Mais tarde a fuga para o Egito, escapando à violência pérfida de Herodes. Acrescido do sofrimento incrível das mães desfllhadas dos seus preciosos bens.
Que cacharolete dramático !
Isto apesar da alegria das predições proféticas sobre o Menino que nascia, dos anjos no Céu, da visitação do pastores e dos sábios do oriente !
Nós, que lemos o Evangelho, sabemos que Natal é João 3 : 16.
E «Nisto se manifesta o Amor de Deus para connosco, em que Deus enviou o seu Filho unigénito ao mundo para quer por ele vivamos», 1 João 4 : 9
O sofrimento é a razão subliminar do Natal. Jesus Cristo veio para nos libertar do Pecado, que é a causa última daquilo que sofremos. Veio para sofrer na Cruz o nosso resgate e remição.
Por isso Natal tem a ver com, e lembra, o Sofrmento hmano atual, em todo o Mundo.
A nossa Alegria é pois intrínsecamente de natureza redencional : Graças a Deus por uma tão grande Salvação. Hebreus 2 : 3.