O que se passa com Israel, em termos internacionais, "toca as raias" - como se dizia quando eu era criança - da loucura, da paranóia ! Quanto a mim.
O "facto", o dado histórico, a "presença" de Israel é incontornável.
Os islamitas radicais, que detêm o poder, e os que o vão tomando na sequência das "primaveras" muçulmanas, têm um objetivo : destruir Israel, riscá-lo do mapa.
Esse objetivo é essencialmente religioso. E é rácico. E é fanático.
E mesmo assim tem o apoio internacional ?!
Existe, entre os evangélicos pelo menos, o hábito de, ao pedir ( sublinho ) a outros crentes, filhos de Deus, ou à igreja em geral, ou à congregação em que se inserem, que se façam orações por este ou por aquele assunto ou pessoa, revestir esse pedido de expressivas fórmulas de gratidão.
«Peço muito que orem por... Fico imensamente grato... Fico profundamente reconhecido se o fizerem... Aceitem, por essas orações que vos peço, a minha sincera gratidão...» Etc, etc.
Há nesse "gesto" algo que me deixa desconfortável.
Não leio no Novo Testamento qualquer atitude ou linguagem semelhante de gratidão ou de reconheicmento quando são propostos, por exemplo, por São Paulo, assuntos de oração - pessoais ou não - a outras igrejas nas suas Cartas. Veja-se entre outras passagens, Ef. 6 19; col 4 : 3; Heb 13 18; 1 Tess 5 : 25, Etc.
Encontro é verdade a frase apelativa «Rogo-vos, Irmãos...» mas aplicada a outras situações e conselhos. Não a pedidos de oração personalizados.
A oração é, espiritualmente, além de uma forma de relacionamento com o nosso Pai celestial, um dos meios de lhe expressarmos louvor e o nosso amor. Depois, oração é um combate.
Eu não fico grato a outro cristão por orar por mim ou de orar seja pelo que for. Eu faço apelo à luta, à partilha a dois ou em grupo ou à igreja local.
Não é um favor que me é feito ! Não é algo que outros fazem por simpatia para comigo... !
Gratidão expresso-a a Deus, o meu Pai, que é quem responde às nossas orações.
Mas há mal nisso ?... Não. Não há mal. Ou antes, o mal que pode haver é o de distorção de objetivos. E nas coisas de Deus temos de ser preciso e certos.
Orar com outros ou pelos outros é uma bênção partilhada. É o conforto espiritual de não estarmos sozinhos rogando a Deus.
Essas "frases feitas" de gratidão acompanhando um pedido de oração não se justificam.
Há hábitos, dentro da vida cristã, que devem ser repensados e corrigidos.
Voltar à Escola em setembro -
é um gozo : o convívio alegre. Que na generalidade cobre o ano todo...
é ter novos livros de estudo, que aliás são atraentes, como bonitas fotos...
é ter novos Professores... A curiosidade a prever como serão eles.
Etc...
Mas...
A Escola é
um esforço sobre si próprio,
sobre a rebeldia própria de toda a natureza humana.
É o ser humano sujeito à - iniludível ! - disciplina de aprendizagem, à dosagem obrigatória de informação a reter seriamente, com aplicação, com entrega.
É trabalho.
É luta. Até porque viver em comunidade, em convivência, implica cedência, dádiva de si, uma certa humildade. E isso custa... É o confronto com as vontades de cada um dos outros. E com a de quem ensina...
É, a cada momento, a revelação daquilo que falta aprender: «O quê ? Ainda há mais ? Não chega já ?» Lembra um tal da Antiguidade, o Sócrates. Não, não, não é esse. É o que era grego, filósofo : "Quanto mais sei mais sei que pouco ainda sei..." ( Não era bem assim que ele dizia mas anda por perto ! ).
Isso de tornar à Escola cada vez, em setembro, pode ser um tempo alegre. Quem bom, se for isso !
E... «aprender brincando..." ( «docere, ou : monet delectando» ) também é bom, no fundo. E ser tal for possível...sobretudo a partir de certa idade, adolescente, é bom. Foi sem dúvida a grande ilusão dos tempos do grande Carl Rogers. E eu ensinei nesse tempo...
Ao Professor compete moderar a aprendizagem
com humanidade,
com compreensão e simpatia e mesmo com afeto.
Com uma metodolgia adequada, casuística, personalizada ao aprendedor.
Mas sem se iludir na futilidade, na cedência à indisciplina e ao instinto de rebeldia, sem se enganar com o respeito, primário, pelo caráter natural de cada aprendedor, que leva à rudeza, ao bloqueio no crescimento e até por vezes à brutalidade.
Deus criou o Ser humano com aptidões, de reflexão, de vontade, de memória e retenção, absolutamente diferenciadas das outras criaturas.
Por isso,
Escola é crescimento. Que só com vontade e labor se faz !
Pergunto-me, por vezes, se os crentes que passam por depressões - e não são poucos - fazem suficiente e adequado uso dos instrumentos poderosos de saúde mental que Deus lhes disponibiliza. A oração, primeiro.
Depois, a Palavra de Deus. E, claro, o aconselhamento e apoio pastoral, e da igreja.
Não tenho dados - sou um leigo - com origem em psicólogos evangélicos ( que são muitos ) quanto ao uso das Escrituras como terapia, espiritual, no caso específico da depressão; e não só. Pergunto-me mesmo se os próprios psicólogos evangélicos têm dados e se debruçam sobre essa área em especial, da ação da Bíblia nos casos de instabilidade e patologia depressiva.
Tenho até receio que esses profissionais da medicina mental se deixem levar mais pelas técnicas apreendidas na sua formação profissional do que pela força da Fé ( Heb 11 : 1 ) e da Palavra de Deus como Poder de regeneração.
Acho que as Escrituras, com Promessas infalíveis, são um instrumento incontornável de operação na mente. Como em toda a vida. De encorajamento e de estímulo, sendo, como é, um Texto riquíssimo de experiêcias humanas e comunicando uma perspectiva e uma Visão da vida e do mundo sólida, racional, segura, porque é divina. Porque traz Cristo para a Vida.
Salvação é o perdão, a remição do Pecado e o ganho da Vida de Deus; e a depressão é o pecado arruinando vidas.
A Bíblia é um instrumento terapêutico, para quem sofre na área mental, de eficácia excelente, superior ... É o "Prozac" do Céu... !
E não só. A leitura de obras de escritores evangélicos clássicos, tanto os mais antigos como os atuais, é também um apoio inegável.
Gostaria bem de ouvir mais falar sobre esta temática, os psicólogos evangécos...