Topei com um livro na montra da Europa-América :
VENCER, de um sr. Gary Vaynerchuk. Não vi qual a editora.
E com o subtítulo :
«Na vida fazendo o que mais gosta».
É um erro, que aliás se repete à saciedade. Ouve-se até jornalistas com responsabilidade nesta área da língua dizerem
"A Casa que sonhei". Em vez de
"A Casa com que sonhei". ( Não se diz "Sonhar uma Casa" )
"O prato que mais gosto", em vez de "O prato de que mais gosto" ( Não se diz "Gostar um prato, mas "Gostar de um prato" ) Etc. etc.
Se o laxismo e a tolerância ( = ignorância, iliteracia ) se rerstringisse apenas à linguagem mal tratada...
O mal é quando se estende aos Princípios e aos Valores.
De acordo com uma sondagem recente ( maio 2011 ) 57% de pessoas identificando-se como Cristãos Evangélicos, nos USA, subscrevem esta afirmação :
"Há muitas religiões que podem conduzir à Vida eterna."
Fica-se esbaforido !
E Jesus Cristo disse nitidamente, sem subterfúgios :
«Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.
Ninguém vem ao Pai senão por mim»
João 14 : 6.
Cristãos, muçulmanos e judeus dizem coisas diferentes sobre Jesus, e a sua Obra. E ou estão certos ou errados. Não é racional uma conciliação ideológica, ou doutrinária...
Se 6 em cada 10 evangélicos não tem uma convicção bem fundamentada da sua Fé, como é que a Igreja pode ser atuante ? - pergunta-se Chuck Colson.
Foi a firmeza e a ousadia combativa de Lutero - como de outros - que impulsionou a Reforma e deu uma volta histórica à Cultura e à degerência moral em que a Europa e o Mundo corriam o risco.
Foi o retorno a Escrituras e aos seus Fundamentos.
Asim tem sido sempre.
«A nossa responsabilidade perante Deus
é um aspeto inalienável da nossa dignidade humana»
John Sttot, "A Cruz de Cristo", ( cap 4 )
Já aqui deixei registado que não creio em democracia de tipo ocidental nos países muçulmanos.
Volta e meia leem-se comentários que confirmam esta opinião, que é aliás a de muita gente.
No entanto mantém-se um certo otimismo que chamaria de ingénuo face às manifestações por vezes bem violentas de revolta no mundo árabe.
Mas não me convenço dessa simbiose de democracia - como a entendemos na generalidade - e o mundo islamisado.
É ver o que se passa no Iraque.
Na Tunísia, no Egipto, por enquanto, há muita ambiguidade e indefinição, como todos sabemos.
E por isso, quanto a mim vejo com muita desconfiança igualmente, a intervenção estrangeira, policiadora, na Líbia.
E espero que não se repita na Síria.
Nos países árabes o respeito pelo pluralismo ideológico e particularmente o religioso ? A tolerância de correntes divergentes do Corão ?
Pura utopia.
«Mudar de religião é pior que um assasínio» diz o Corão.
«Os que não crêem em Allah, que não seguem a crença islâmica são perversos, idólatras. Devem morrer.»
Num contexto deste vingarem os valores democrático tal como os concebemos e herdámos dos gregos, dos romanos e tal como o Cristianismo formou a nossa maneira de ser ?
Pura utopia.
É claro que o Povo em si, sem a carga cutural que o educou, é tão passível de desejar uma democracia como qualquer outro no mundo.
Só que as convulsões no mundo árabe não são de molde a mudar o fundo do problema, a teocracia corânica, maometânica.
A ver vamos...
O discurso político, a intervenção política atual indispõe-me, repugna-me.
Pela demagogia, para já e sobretudo.
Ou seja, o uso da linguagem dos interventores com um fito : desqualificar o opositor político direto fazendo crer na justiça e na seriedade do seu próprio posicionamento.
O Povo que julgue. E que se trame...
Mas o Povo eleitor não tem fontes de informação objetivas. Julga pelo pouco que sabe, pelo que vê, pelo que sente na pele.
Faz-se crer que são escondidas informações esclarecedoras ( economico-financeiras de gestão governativa ). Mas estas nunca ninguém as revela. Ou porque são complexas, ou porque são imaginadas e não existem, ou se existem são interpretadas tendenciosamente por quem as conhece.
Sempre foi assim ?
Talvez. Conheço o meio, Andei dentro disso. Durante uns anos.
Mas desta vez dói mais.
E o desconcerto, e a demagogia, contnuam. Cada um por seu lado.
Ficamos com a sensação de termos sido arrastados incoerentemente, estupidamente, irrespnsavelmente para um ponto sem retorno. E Implacável.
Democracia não deveria ser isto.