No passado dia 3 de março o Presidente Sarkozy fez uma afirmação de que gostei.
E não me parece que tenha encontrado eco nos nossos Meios de Comunicação.
Não queria deixar de a registar aqui:
«O Cristianismo deixou-nos um herança civilizacional magnífica.
E o nosso dever é transmiti-la às gerações futuras
e assumi-la sem complexos nem falso pudor.»
Dito pelo Presidente de uma Nação onde impera o laicismo é assinalável.
O Presidente anterior, Jacques Chirac, por exemplo, fez uma oposição intransigente - sempre em nome do mesmo laicismo - a que se fizesse menção no preâmbulo do texto constitucional da U.E. às raízes cristãs da Europa.
E Portugal alinhou.
Mas este Presidente, Nicolas Sarkozy, e o seu Governo, defendem antes, ao que parece, um laicismo sim mas de integração, "reconhecendo os benefícios do espiritual e do religioso".
Ouvi o Dr. David Valente, um advogado de quem sou amigo aliás, ( fizemos ambos parte do Grupo que fundou a COMACEP ) dizer numa entrevista televisiva, que em Israel os cristãos eram perseguidos.
Assim, sem mais esclarecimentos.
E para piorar a afirmação, melhor, os seus efeitos, referiu logo de seguida as perseguições que também sofrem os cristãos nos países islâmicos.
Com todo o respeito pelas maneiras de pensar do meu amigo Dr. Valente, um protestante de há muitos anos, figura destacada no COPIC, essa afirmação foi precipitada e sem fundamento real, factual.
Não se pode fazer afirmações dessas assim, de forma liminar.
Não há perseguição de cristãos em Israel.
Israel sabe que os cristãos, particularmente os evangélicos, são os seus melhores amigos. Os Evangélicos são bem recebidos em Israel, e exercem lá com liberdade as suas atividades.
O que acontece naturalmente é que em Israel também, há fanáticos. E esses extremistas, como todos os outros, são cegos, "sem entendimento" como escreveu São Paulo aos Romanos ( 10 : 2 ).
Esporadicamente noticiam-se ações algo violentas contra judeus messiânicos, que são aqueles que aceitam e reconhecem Jesus Cristo como o seu Messias.
Desconheço outros atos em Israel de perseguição a cristãos. Se os há o Dr. Valente devia ter mencionado.
A perseguição dos cristãos nos países árabes nem precisa de ser apoiada com factos : são permanentes.
Para os muçulmanos, um cristão, segundo o Corão, é um idólatra, um infiel. Deve ser combatido. Se não se converter ao islamismo deve morrer.
Voltando à afirmação na TV do advogado protestante :
Muito nos é pedido a todos - saber filtrar o que nos entra pela casa e pela mente dentro !
São tempos exigentes, os que vivemos.
Comprei na Bertrand um livrinho, «Indignai-vos». do Sr. Stephane Hessel, cidadão e intelectual francês, ( 93 anos ).
São umas 50 pgs incluindo um relativamente longo - e muiito empenhado - prefácio de Mário Soares, mais uns pósfácios dos editores. O autor foi um Resistente à invasão nazi em França.
O Sr. Hessel apela aos jovens a indignarem-se, a serem, genericamente, contra o fosso entre os ricos e os pobres e contra os atentados aos direitos humanos.
Mas a maior parte do texto é uma indignação, veemente, contra Israel que, segundo o Sr. Hessel, comete "crimes contra a Humanidade", e "crimes de Guerra" ao oprimir os "patriotas" (?!) palestinianos em Gaza e na Cisjordânia.
O livrinho tem tido uma divulgação enorme. Mais de um milhão de exemplares em pouco tempo e em todo o mundo.
Não lemos no texto uma palavra quanto aos atentados atrozes e constantes contra Israel por parte dos palestinianos ( recentemente uma Família inteira, de 5 pessoas, pai, mãe, duas crianças e um bébé, assassinados a frio, de surpresa, na sua casa ) e não refere sequer o objetivo prioritário da militância árabe : o extremínio total e absoluto de Israel, que segundo o presidente do Irão é "um cadáver que cheira mal e que tem de ser deitado fora".
Assim vai o nosso mundo !
E a minha indignação clama contra a incongruência e o estrabismo na análise do que por aí vai...
Bradava, Job ( 19 : 7 ) :
«Clamo : Violência ! Ninguém me ouve.
Grito : Socorro ! E não há justiça».
11 de setembro de 2001
O pior ataque terrorista na História dos USA. 3 000 mortos. Inumerável sofrimento...
26 de dezembro de 2004
Um sismo de grau 9.2 seguido de um imenso marmoto no Oceano Índico abalou vários países do sudeste asiático. 230 000 mortos e desaparecidos. Incontável, o resto das vítimas...
29 de agosto de 2005
O furacão Katrina devastou a costa meridional dos USA. 1 800 mortos. 81 biliões de dólares de prejuízos.
Dezembro de 2007
Os USA mais o mundo ocidental, e não só, entraram numa enorme recessão de efeitos brutais nas economias e nas esfera dos bancos. Ainda se mantém !
12 de janeiro de 2009
Um tremendo ablo sísmico abalou a capital do Haiti. 250 000 mortos. Sem falar no sofrimento e na miséria humana que se abateu sobre esse pobre país.
27 de fevereiro de 2010
Um sismo de grau 8.8. matou no Chile quase mil pessoas...
14 de abril de 2010
Um abalo de terra de magnitude 7.1. matou na China 400 e feriu 10 000.
11 de março de 2011
Caíu sobre o Japão a múltipla catástrofe de um sismo de grau 9.0, com um marmoto ( tsunami ) trágico e uma crise nas Centrais nucleares nunca vista e com reprecussões mundiais.
( Só numa década... E são os acontecimentos mais assinaláveis. )
Considerar este factos e outros de caráter político e social, como meras coincidências sem outro significado além do seu impacto dramático... É como um encolher de ombros insensato. Ainda que tanto quanto possível se seja solidariamente ativo para com os que sofrem !
«Sou humano. Nada do que é humano me é estranho» ! ( «Homo sum. Humani nihil a me alienum puto» ). Como pensava Terentius, autor dramático de Roma, antes de Cristo.
Mas...
Lemos na Bíblia ( Lucas 21 : 25-28 ) :
«Haverá sinais...sobre a Terra, angústia entre as Nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas.
Gente desmaiará de terror...os poderes dos céus serão abalados...
Quando estas coisas começarem a suceder...erguei a cabeças...
...a vossa Redenção se aproxima...»
E à Palavra de Cristo não posso ficar indiferente.
«In God we trust»
Como é sabido, nas notas de 1 dólar dos USA esta frase, «Em Deus confiamos» está, desde 1950, inscrita.
Um grupo de ativistas ateus formulou uma petição, por vias institucionais, para que seja suprimida, alegando tratar-se de uma mensagem discriminatória promovendo uma religião. E por isso anti-constitucional.
O Supremo Tribunal emitiu parecer negativo : Trata-se de uma frase "cerimonial e patriota".
Os defensores de exclusão da frase advogam que «In God we trust» transmite a mensagem de que "Crer em Deus é bom"...
Agora dizemos nós, aqui : E não é que, nisso, têm absoluta razão ?!...
É assim mais um combate, exemplar dos intentos reiterados de "limpeza cultural" a que as Culturas de raiz cristã vão estando continuadamente sujeitas !
Outra situação semelhante ( de acordo com a notícia, cuja fonte é o "Diário de Maiorca" ) é a do Juramento sob a Bandeira onde os futuros militares proferem uma frase referindo-se a «Uma Nação sob o amparo de Deus», ( «a Nation under God» ).
Sondagens revelam que 90% ds Cidadãos aceitam a expressão, nas Notas de dólar, «In God we trust» que aliás já aparece nas moedas desde 1860.
Nestes combates não deponhamos armas, nós, cristãos.
«...As Armas do nosso Combate são...poderosas em Deus...contra toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus...»
2ª Carta de São Paulo aos Coríntios, cap 10 : 4 e 5.