Li um pensamento interessante num lvro de Hannah Arendt ( "A Promessa da Política", uma tradução recente, que acabei de ler ),pensadora alemã, 1906-1975, faleceu nos USA, e não quero deixar de o registar aqui.
E é ao mesmo tempo uma forma de não esquecer o óbvio, o que marcou a história da Igreja Cristã:
"Deus Poderoso,
outorga-nos o sentido das palavras,
a luz do entendimento,
a nobreza da linguagem,
a fé de uma natureza verdadeira.
Concede-nos que possamos dizer
aquilo em que cremos !"
Bispo Hilário de Poitiers, Séc. IV
A Reforma religiosa foi um fator decisivo para a modernidade, na Europa e no Mundo.
É já um lugar comum, dizer isto.
Mas nunca é demais lembrá-lo.
O grande impulso científico renascentista também o foi.
Portugal não soube agarrar o primeiro.
Antero de Quental refletiu sobre isso no seu texto sobre as causas da decadência peninsular.
E quanto ao segundo... Portugal estava demasiado periférico. E seguiu-o à distância.
Um Ribeiro Sanches ( judeu por opção ) distinguiu-se. Sobretudo lá fora. Francisco Sanches também.
Os nossos Pedro Nunes, e Garcia da Horta, ambos de ascendência judaica, e outros, não tiveram continuadores de vulto.
Ficámos no barroquismo expressionista. Faltou-nos o impulso do pensamento vanguardista do século XVI e XVII. E as condições políticas para o contextuar.
A perda da autonomia política, com os dois reinos, português e espanhol, geridos pelo mesmo monarca espanhol, também não ajudou.
Os nossos cérebros de elite sentiam-se bem na corte em Madrid, e com as elites de Salamanca.
Voltando à Reforma, ela impulsionou a filosofia e a ética do trabalho. E a do capitalismo nascente. Assim como a função do dinheiro. Igualmente o poder da iniciativa e do investimento.
E não esqueçamos que o grande impulso dos "direitos humanos" que o racionalismo do séc. XVIII, no centro da Europa, gerou teve os Valores básicos do Cristianismo como parâmetros inspiradores, mesmo que incosncientemente. ( Marx, em rapazinho, chegou a ser doutrinador cristão... !
Sem o Cristianismo alguma vez os Direitos Humanos teriam tido o fomento e o incremtento que tiveram ? Ainda que inconfessadamente.
Por cá afundámo-nos no romanismo da religião. E assim ficámos a olhar para - e a ser ultrapassados por - os outros, lá no centro da Europa.
Isto até ao século XIX em que brilhámos com alguns relâmpagos de pensamento, de erudição e de arte; com Antero, com Herculano, com Pessoa.
E o grande impulso da Reforma Protestante ficou para os outros...
«Preguem o Evangelho !
Em todas as ocasiões.
E quando for necessário,
aaaaaaaa usem as palavras»
( Frase, bem conhecida, atribuída a São Francisco de Assis )
É um neologismo da atualidade !
É a dependência dos meios de comunicação.
E em particular dos meios de tecnologia recente, como os telefones celulares de geração recente, ( telemóveis em Portugal ), os Ipod, os MP3, a Internet, os e-mail's, os Fecebook, os Twitter e afins, etc, etc.
E a televisão. A digital em breve, claro !
É a febre de se manter "ligado"...
Transmite a sensação de não estar isolado.
Mas...
...não se está com os outros !
É o mal do século !
São múltiplas as previsões pseudo-científicas, ou pseudo-tecnológicas.
Há quem vá à igreja com a Biblia inserida no celular.
Por outro lado, o Livro, em papel, não tende a desaparecer. Muita gente ainda, em todos os Continentes, não o dispensa.
Mas não se sabe nem o ritmo nem os perfis do que virá, já a seguir.
Infobesidade !
Mas há terapias de emagrecimento.
O info-jejum de vez em quando é uma.
Nós, aqui em casa, não nos sentimos mal quando nos ausentamos de casa sem computador.. E com pouco uso de televisão e de telemóvel...