Li outro livro do Padre Carreira das Nerves, "As Grandes Figuras da Bíblia", 2010, 2ª edição em 2 meses. 240 pgs
Para já "Deus" mesmo, é incluído como "figura" bíblica...
Fica-me desta leitura uma impressão de desconforto espiritual. E de aridez espiritual.
Para o Sr. Pe. Carreira, o Texto Sagrado, particularmente o Velho Testamento, está cheio de mitos e de lendas.
O livro do Pe. Carreira é redutor. Traz as Escrituras ao nível do "terra-a-terra".
Emerge de imediato a questão :
Como é que o Sr. Padre lidou com o Texto bíblico, ao integrar o grupo interconfessional de tradutores da Bíblia "Boa Nova", interconfessional, agora reeditada como "A-Bíblia-Para-Todos" ? Como manipulou ele esse Texto único e fundamental quando lhe deu forma em português, sendo que a sua mente está cheia de preconceitos revisionistas sobre ele, e o vê como texto litúrgico, devocional, de literatura antiga ?
Não é assim que vejo, eu, a Bíblia.
Se fosse mitos e lendas não poderia ser uma base racional, fiável e segura, para a minha Fé.
Se assim fosse, São Paulo teria sido então um tremendo lunático.
E o Cristianismo não poderia ter sido a Força imensa de revolução mundial.
No capítulo referente a Jesus diz o Pe. Carreira :
"Perante a história das figuras significativas da Bíblia, a História mistura-se com a ficção de tal modo que é difícil distinguir onde começa a ficação-imaginação e termina a História ou vice-versa".
Volta e meia fala dos "fracassos" de Jesus...
Para mim a Bíblia é a expressão racional, coerente, eficiente, do "Querer" e do Amor de Deus, apresentando o único meio de Salvação, por Jesus Cristo, Filho de Deus, para a Eternidade.
É um Monumento divino.
E assim tem sido para milhões de vdas. E assim tem sido para milhares e milhares de estudiosos e peritos.
Através de séculos ! Há dois mil anos !
«A Palavra de Deus é perfeita...». Provérbios 30 : 5.
Lembrámo-nos da Reforma, a 31 de outubro, a Reforma Protestante do séc. XVI, como motor imparável de renovo de mentalidade, de critérios, de impulsos culturais e mesmo económicos.
Mas sobretudo um retorno, um reafirmar o único suporte racional da Fé : as Escrituras, a Bíblia como Revelação de Deus.
E fico a pensar...
A Igreja Católica Romana continua a afirmar-se s si própria como garantia de Verdade divina. Ou seja, aquilo que ela proclama, é norma insuperável.
E assim sendo continuará a ter de confrontar-se com a contestação instintiva, diria mesmo primária e brutal, como aconteceu em Barcelona, na Inglaterra, etc, aquando da visita do Papa.
Mas a "Igreja", conforme se referem sempre os seus bispos e clero à igreja católica romana, não é Deus ! Nem é a exlusiva "voz de Desu"
Quando expressões de revolta e de agressividade no plano ético e espiritual se manifestam, não cabe à ICR afirmar-se como garantia de Verdade.
Essa vem exclusivamente da Revelação de Deus nas Escrituras, e em Cristo.
Dessa forma a "revolta" e a emancipação espiritual e moral que se expressam no seio das nossas sociedades, terão de confrontar-se diretamente com Deus.
E com Deus tudo muda de figura.
E não se brinca...
No nosso apartamento a parte da casa de "recolhimento", quartos e escritórios, tem armários cujas portas são grandes espelhos.
Quisemos assim. Os espelhos dão profundidade, criam espaço. Ilusório, mas dão.
E além disso são úteis. Vemos como estamos; a cada momento...
Mas curiosamente há algo - comigo, mas julgo que se passa com muita gente - que acontece entre "mim e o espelho".
Ou melhor : entre eu e a imagem no espelho.
Quando me olho, não me vejo como penso ser.
Ou seja, quando penso em mim mesmo, em termos fisionómicos claro está, não imagino o rosto espelhado...
A imagem de nós próprios, que vive na nossa mente, não é bem aquela que é mesmo ela...
O que se vai gravando é feito, é construído, por estímulos múltiplos, diferenciados, vindos do perfil dos outros.
Por isso a imagem que pensamos de nós é raro que seja igual à do espelho.
Posso estar errado. Ou não saber descrever o fenómeno. Mas que é assim ( para os que pensam nisso... ) é.
Todos nós, ao fim e ao cabo, somos "o outro...feito com os outros".
Mas que nunca é a realidade mesmo !
Que grande lição...
Que é dele ?
Do encanto do Natal de há uns anos ?
A evocação do Menino nascido em Belém, num estábulo «...porque não havia lugar para ele» em mais lado nenhum ?
O Menino que, na força da vida, acabaria no Calvário, no Gólgota, vilmente maltratado, escarnecido, açoitado e morrendo violentamente, crucificado, depois de anos a ensinar o Bem e a fazer o Bem.
Mas morrendo em nosso lugar, levando sobre si o castigo que mereciam os nossos pecados.
Natal, Belém, o início de «DEUS CONNOSCO» ( = Emanuel ) a mudar do avesso o devir da História.
E trazendo Paz, Paz com Deus !
E Hoje ?
O desprezo, a arrogância. de sempre.
«Fora com este !... E o seu clamor prevaleceu.» ( Lucas 23 : 18 e 23 )
De "Jesus", o Menino, do verdadeiro Natal há por aí uns restos...
...E há luzinhas, árvores nórdicas, um pai natal alegre bonacheirão, consumidor, que vem lá do Círculo Polar Ártico.
E até há, calcule-se, o "espírito de natal", que ninguém diz bem o que é. Mas que se supõe ser alguma coisa como uma espécie de amor e de fraternidade "ad hoc e puntual"...
Mas festeja-se o quê, afinal ?
O nascimento de um Bébé Jesus ?
Mas... se poucos crêem nele !!
Hipocrisia ?
É por isso que tenho ouvido falar num movimento ou corrente ( fora de Portugal ) de "Cristãos contra o Natal" !
Será possível ? Contudo tem alguma razão de ser.
Não deveriam os cristãos ser mais sonoros e falar mais alto... ?
O dia 17 de dezembro de 2010 foi - pasme-se - o "DIA INTERNACIONAL CONTTRA A VIOLÊNCIA SOBRE OS TRABALHADORES DO SEXO" !
Uma senhora psicóloga, Mariana Garcia, diretora de "PORTO G", uma atividade integrada na "Agência Piaget Para O Dsesenvolvimento" disse «sabiamente» ( o suboinhado é meu, claro ) que "a prostituição é um,a opção profissional totalmente legítima, rresultado de uma escolha livre e consciente (!) merecedora de proteção laboral."
E mais disse a senhora : "Portugal tem de começar a pensar no assunto".
Sem comentários. "Nem há palavras..." - como dizia alguém que conhecemos.
Julgo que na base desta atividade está a luta contra a SIDA.
Essa luta - dizemos nós, e sabe-o bem MUITA gente - faz-se pela abstenção, pela fidelidade no casamento, e pela integridade moral. E há píses, nomeadamente em África ( já o registámos aqui neste meu Blog ) quew dessa forma têm obtido resultado palpáveis.
E isso só se obtém numa relação com Deus honesta e real.