«Posso tratar alguém do seu desiquilíbrio mental, mas não o curo da sua maldade.
A psiquiatria, devidamente administrada pode fazer de um assaltante de Banco esquizofrénico, um assaltante de Banco mentalmente equilibrado.
Tal como um bom Professor pode fazer de um criminoso iletrado, um criminoso instruído».
Mas só o Evangelho de Cristo pode mudar uma vida por dentro, genuinamente.
Comentário verídico reproduzido por Charles Colson no seu livro WHO SPEAKS FOR GOD ? ( cap 16 ).
«Em verdade te digo : - disse Jesus - Se não nasceres de novo não podes ver o Reino de Deus !»
João, cap 3, vers 3
«Não somos pecadores porque pecamos.
Pecamos porque somos pecadores»
R.C.Sproul, Teólogo e Escritor
O hebraico bíblico é um paradoxo. É uma língua pobre visto que não utiliza mais que 8000 palavras. O inglês tem uma 600.000, o francês 200.000, o árabe conta a seu crédito à volta de 60.000.
Mas isso não impediu o hebraico bíblico de ter produzido textos muito belos por um lado, e por outro com conteúdos ideológicos profundos e de grande clareza.
Algumas páginas pictóricas são de grande realismo. A redução do número de cores não impede uma forte impressão de colorido.
No encontro do servo de Abraão com Rebeca, por exemplo, na narrativa de José,dos seus irmãos e do reencontro no Egito, na teofania do Sinai, no livro de Rute, no Cântico dos Cânticos, em páginas de Isaías, de Daniel. Que sei eu !
É verdade que a qualidade de certas traduções contribui para essa impressão de riqueza pinturesca e também narrativa. Mas o original é que a inspira.
Para nós que concebemos a Bíblia como a Revelação verbal de Deus ( Deus expressa-se também na Natureza e no Cosmo ) isso não nos espanta. E o paradoxo explica-se.
A ideia com que ficamos é a de que o Senhor Deus deliberadamente usou de um recurso linguístico humanamente limitado, quanto ao Velho Testamento - e também quanto ao Novo Testamento porque o grego bíblico "koiné" tamé é linguisticamente "pobre" - para que a prevalência do impacto não resida na pujança literária mas na força do conteúdo e da Revelação expendida e produzida.
As palavras, as construções linguísticas ganham a força dos grande Quadros de traços e de cores sóbrias. Ou de partituras musicais imponentes trabalhadas sobre temas de linha melódica frugal e curta.
Não é a beleza pictórica que o texto bíblico pretende transmitir. É a Santidade, a Justiça, o Amor de Deus. É a retidão dos seus Juízos. É a Verdade.
Daí o seu poder transformador e estimulante.
Daí que ao ler a Bíblia, muitos e muitos, através de todos os tempos, exclamem "Mas que beleza, meu Deus !"
Até que um Dia a Bíblia deixe de ser necessária. Porque tudo estará revelado.
Em pleno. Perfeitamente.
Pela leitura de um livro francês soube da existência de uma organização, ou grupo de gente, que se constituiu no Canadá, para contestar, para contrariar se possível o trabalho dos Gedeões Internacionais ! Incrível !
Os Gedeões Internacionais há pouco mais de um século colocam em cada quarto de Unidades Hoteleiras, que o aceitem, a Bíblia, ou pelo menos um Novo Testamento.
Fazem o mesmo, como é sabido, em Estabelecimentos Escolares e nas Universidades, entregando um exemplar a cada Aluno, tal como em Estabelecimentos Militares ou para-miliatres, nos Hospitais e Unidades de Saúde, nos Estabelecimentos Prisionais.
São milhões de exemplares das Escrituras que assim são colocados em pontos estgratégicas da Sociedade. E em todo o mundo. Em perto de 190 países.
Os seus recursos vêm unicamente do apoio que lhes é dado pelas igrejas evangélicas. Recusam constituir recursos próprios. Prescindem mesmo de publicidade, seja de que tipo for.
Procuram manter uma autonomia prudente, para não serem identificados como ligados a esta ou aquela instituição, igreja ou missão.
Somos "Gedeões", a Henriette e eu, desde 1970, altura em que iniciaram a sua atividade em Portugal. Tínhamos regressado havia pouco tempo da Suíça.
A organização a que me referi acima, no início - pela informação que obtive - pretende anular esta obra dos Gedeões e deu-se o nome de "Sociedade Abimeleque". Abimeleque era um filho bastardo de Gedeão, e cujos atos estão narrados na Bíblia, em Juízes, cap. 9. Este Abimeleque matou os outros filhos do seu pai, Gedeão, que foi um herói e um juiz/governador em Israel, antes da monarquia.
Claro que a finalidade dessa tal Sociedade destrutiva é utópica ( e inadmissível ! ). Nunca conseguirão o que pretendem.
E aliá não se fala muito dessas pessoas. Nem sequer no seio dos próprios Gedeões.
Mas que é um sinal dos tempos, isso é !
«Seca-se a erva, cai a flor.
Mas a Palavra do nosso Deus
ccccccccccccc ergue-se em perenidade !»
( Tradução literal do Padre Chouraqui ).
A cabrinha do Sr. Seguin, é a protagonista do Conto de Alphonse Daudet, "La Chèvre de Monsieur Seguin" ( em «Lettres de Mon Moulin» ).
Temos por este Conto uma certa ternura. Estudámo-lo várias vezes nas nossas Aulas de Língua e Literatura Francesa no Liceu, a Henriette e eu. É um texto deoicioso.
A cabrinha, Blanquette, consegue fugir do estábulo apesar das precauções do dono. E vai para a montanha onde julga encontrar condições ideais para uma vida feliz.
Na verdade lá encontra liberdade, boa dormida em abundância, amor e grandes horizontes. No estábulo tinha boa comida, era bem tratada e estava segura. O prerço era estar presa por uma corda, ou estar fechada no estábulo.
Na montanha encontrou tudo com que sonhava.
Por um dia.
Mas... ao entardecer veio o lobo. Blanquette lutou corajosamente. Por fim o lobo matou-a e comeu-a.
Era inevitável.
Chegou-nos por acaso a informação de que numa Escola na Bélgica ( possivelmente não terá sido a única ), fizeram os alunos imaginar um fim diferente ao texto. A cabrinha Blaquette ser comida pelo lobo depois de um dia tão feliz, é coisa demasiado triste e soturna... É uma metodologia de estudo literário que se usa por vezes.
Os finais propostos pelos alunos, em alternativa ao do Autor do Conto, variavam entre o Sr. Seguin chegar a tempo de salvar a cabrinha e pôr o lobo em fuga; ou a cabrinha dar um salto sobre umas rochas que acabaram por cair em cima do lobo e matá-lo; ou ela própria, a Blanquette, conseguir afastar o lobo à força de dentadas e de golpes com os seus próprios cornichos.
Contudo levar os alunos a contrariar o final do Conto é uma má Pedagogia, neste caso, porque desvirtua completamente os Valores originais da peça literária. Nem como técnica de análise literária. A não ser que se dê uma volta e uma orientação aos trabalhos no sentido de mostrar precisamente a impropriedade desse procedimento de estudo. Neste caso.
Porque a lição do Conto, que o estrutura e lhe imprime dinâmica estética, é a de que o preço a pagar por uma vida de prazer e de liberdade indisciplinada é quase sempre a tragédia da insegurança e do fracasso !
Impagável, este continho da "Chèvre de Monsieur Seguin".