Com os melhores votos...
para todos nós !
Mas...que é um "Bom Ano" ?
«O Senhor já te declarou, ó Homem, o que é Bom !
O que o Senhor pede de ti é que
pratiques a Justiça,
ames a Misericórdia,
e andes com Humildade
perante ele !»
Livro do Profeta Miqueias,( A BÍBLIA ) cap 6, vers 8. ( Versão O LIVRO )
«Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora,
aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias,
sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas;
um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai;
um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom,
e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que
um lampejo misterioso da alma nacional,
reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula,
não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha,
sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima,
descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas,
capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação,
da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo;
este criado de quarto do moderador; e este, finalmente,
tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política,
torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções,
incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos,
iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero,
e não se malgando e fundindo, apesar disso,
pela razão que alguém deu no Parlamento,
de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.»
( 1896 )
Diz uma forte tradição que Lutero, no início do Séc. XVI, terá sido dos primeiros - ou o primeiro ? - a ornamentar uma pequena árvore na sua casa com umas velinhas.
Aliás como eu fazia em miúdo, e que os meus Pais me deixavam acender, com cuidado e carinho, dias antes do Natal !... Não havia luzinhas eléctrícas nessa altura.
As velinhas lembravam estrelas no céu brilhando na alegria do Natal e festejando o nascimento do Salvador e Senhor Jesus.
Já desde tempos antigos havia quem, por essa altura, se lembrasse de assinalar uma árvore em termos festivos. Como não sei.
Que as Saturnálias, festa pagã e idólatra, estão na origem do Natal parece não haver dúvida.
E que a cristianização "natalícia" ficou instituida com o Imperador Constantino, também não.
E que a paganização, do Natal está sendo retomada, com a exponência do Pai Natal. Mais renas e árvores e luzinhas e musiquinhas de fundo ambientais e ornamentações lucíferas e prendinhas, disso julgo que também ninguém duvida. ( Tudo a começar já em novembro...)
É a concomitante secularização, imposta na Sociedade como um tsunami.
Natal também não é apenas mensagem de humildade - um menino que nasceu com os simples e humildes - mensagem de amor e de paz.
É isso. Mas é muito mais.
Natal é SALVAÇÃO. E no seu sentido cósmico !
É Deus que se fez em tudo como nós, menos no pecado, remindo do pecado, na Cruz, todo aquele que se arrepende, pede perdão a Deus, e que crê, e que se entrega a Deus. É assim a garantia do acesso a Deus e à Eternidade com ele. Carta de São Paulo aos Filipenses, 2, 5 a 11. ( Versão O LIVRO )
Isto é Natal.
«Joy to the World !»
«Ele deu-se a si mesmo por nós,
pagando o preço que nos livra do poder do pecado,
e criando um Povo libertado do mal,
que lhe pertence inteiramente,
um Povo particularmente empenhado
em praticar a Justiça»
Carta de São Paulo a Tito, 2, 14
*
Com os melhores votos
de Feliz Natal,
para aqueles que nos lerem aqui !
«Esta noite...nasceu o Salvador !
Sim, o Cristo, o Senhor !»
Evang. segundo São Lucas 2, 11
«Hoje, se ouvirem a sua Voz,
não endureçam
o vosso coração...!»
Carta aos Hebreus 4, 7
( Versão O LIVRO )