A arquidiocese de Washington cortou relações com a Municipalidade da Capital dos USA e o Estado respectivo por se ver obrigada a aceitar as medidas resultantes da legalização do casamento civil de pessoas do mesmo sexo. O que implica para já que não pode recusar casamentos desse tipo nas suas igrejas, se vierem pedir-lhos.
Nem recusar pessoas ao seu serviço que se assumam como homossexuais praticantes ( e militantes ). Etc.
A Igreja Católica tem parcerias substanciais com o Estado Federal de Washington no Campo social.
Mesmo assim pergunto-me se perante uma queixa ou acusação de segregacionismo por parte de um Casal homossexual, devido à recusa por parte da igreja referida, os Tribunais não poderão coagir a igreja a realizar mesmo essa cerimónia "estupra" !
Igrejas protestantes, em todo ocaso nos EE.UU. já têm passado por situações semelhantes !
Não é difícil prever o que possa vir a acontecer se legislação idêntica, ou no mesmo sentido, vier a ser aprovada pela Assembleia da República.
Por isso é indispensável que haja um Referendo.
Porque estamos quase certos de que a resposta será um SIM rotundo
É aliás por isso mesmo que os Partidos que pretendem impor esse tipo de "casamento", melhor : de "união" de dois seres, fogem do Referendo.
Todos sabemos isso.
São 10 momentos desse Diálogo que começou em 2006.
É uma síntese de um artigo em "La Bonne Nouvelle" de outubro.
Deixo-os aqui registados mais como lembrança para mim, como memorando pessoal.
1. Setembro de 2006. Numa palestra na Universidade de Ratisbona, na Baviera, Alemanha, e citando um imperador bizantino do séc. XVI, o Papa Bento XVI disse «...Maomé só trouxe maldade e desumanidade...espalhando a fé que pregava, através da espada...». Os islamitas reclamaram desculpas e ele deu-as.
2. 13 de outubro de 2006, 38 religiosos muçulmanos, sob a iniciativa do príncipe Ghazi da Jordânia, dirigiram uma Carta aberta ao Papa refutando o ataque a Maomé e afirmando a vontade de paz do Islam.
3. 30 de novembro de 2006, em Istambul na Turquia, de visita à "Mesquita Azul", Mustafa Cagrici, um dos signatários da Carta anterior convida o Papa a um recolhimento... Ao aceitar, pressupõe-se que Bento XVI crê estar diante de um deus comum.
4. 13 de outubro de 2007, 138 personalidades do mundo islâmico, ainda sob a diligência de Ghazi, originários de todos os Continentes, publicaram um texto «Uma palavra comum entre nós e vós», dirigindo-se a todos os representantes do mundo cristão, com o Papa em primeiro. Propõem cooperação e coordenação mundiais, sobre "fundamentos teológicos comuns", entre as suas maiores religiões mundiais, o cristianismo e o islamismo.
5. O Patriarca Ortodoxo de Moscovo responde à "Carta dos 138" e propõe um diálogo sobre bases doutrinárias comuns, entre outros.
6. 5 de março de 2008. Por convite do Papa tomou-se a decisão de criar um Grupo permanente de diálogo : «Forum Islâmico-Católico» que se reunirá de dois em dois ano.
7. De 28 a 31 de julho de 2008 dá-se um primeiro encontro islâmo-cristão, na Universidade de Yale, USA, por iniciativa protestante.
8. De 12 a 15 de outubro de 2008. Outra conferência, em Cambridge, Reino Unido, a convite do Arcebispo de Canterbury.
9. De 20 a 23 de outubro de 2008. Católicos ( Conferências Episcopais Europeias ) e protestantes ( Conferência das Igrejas Europeias ) têm um encontro sobre "Cristãos e Muçulmanos como parceiros na Europa".
10. Em 6 de novembro de 2008 teve lugar o primeiro encontro do Forum ( de 5 de março ). Afirmaram por exemplo que "o terrorismo não é só de uma religião...", e que deve ser condenada toda a troça da religião e dos seus símbolos. O Papa afirmou aí que o «diálogo entre as duas religiões é o caminho para maior conhecimento da verdade...» (!)
São várias as ocasiões em que protestantes/evangélicos têm - mesmo com algumas cedências doutrinárias o que nos parece negativo - procurado relações de âmbito religioso com muçulmanos.
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A minha convicção é que Alá não é o Senhor, o Deus que eu adoro como cristão.
Eles não reconhecem Jesus Cristo como Senhor e Salvador, Filho de Deus. Não reconhecem o "pecado". Não reconhecem Deus como um Deus de Amor, de Perdão e de Salvação. Não reconhecem Deus como um Pai que nos ama, nos perdoa, através da morte de Jesus Cristo na Cruz, da sua Ressurreição e da sua Ascensão ( Em nada disto os maometanos crêem ).
Não posso como cristão ter solidariedade e comunhão espiritual com um islamita.
Mas posso conviver com ele - sendo eu cidadão de formação, de convicções e de cultura cristãs - com entendimento pacífico e mesmo colaborante se ele aceitar essa parceria na Sociedade em que nos inserimos.
O diálogo entre as duas religiões pode estabelecer-se mas em bases humanitárias. Na liberdade e no respeito pelas Leis.
Numa cooperação de cidadania.
E que ninguém me impeça de procurar mostrar-lhe, sem lhe impor, e se a ocasião se proporcionar, as vantagens, os benefícios espirituais e a superioridade da minha Fé !...
( O contrário... não me oponho, mas julgo impossível ! )
Porque é que este livro bíblico está inserido no "Canon Sagrado"?
E um Poema ao amor humano, físico.
Mas é uma ode ao amor com que Deus dotou o Ser humano. Ao amor, entre homem e mulher, que é um atributo divino.
Para quê procurar possíveis, ainda que lícitas, "alegorias" ?
É o amor legítimo o qual é Obra de Deus Criador. Não tem sensualismo erótico de instinto animal.
É a expressão pura do que deve ser o amor entre Esposos.
Condena, implicitamente, a paixão desenfreada, a possessão lasciva, objectivadora ( que faz do parceiro um objecto de prazer ), egotista. E também a poligamia, a infidelidade . Compreende-se que o faça. É a Palavra de Deus !
Condena por outro lado, e também tacitamente, um espiritualismo divorciado da natureza humana, feito só de misticismo e de êxtase.
A nossa existência, o nosso Ser, quando pertencem a Deus e quando deixamos que a nossa vida seja a lavoura de Deus, e que Deus seja o Senhor daquilo que somos num todo, o Amor físico, natural, humano, expressa-se então desta forma.
É como se se ouvisse nos bastidores desta belíssima peça dramática - que não tem igual em toda a Literatura; daí o chamar-se "Cântico dos Cânticos" :
- "Com Deus é assim que eu amo ! É assim o amor !"
Num discurso, no Vaticano, no passado dia 19, quinta-feira, dirigido às Universidades Católicas o Papa termina entregando-as à protecção materna da "Santíssima Virgem, Sede da Sabedoria".
Que teologia barroca e estranha pode chegar a este ponto, de considerar Maria, "Sede de Sabedoria" ?!
Cristo, é «Sabedoria de Deus», diz-nos São Paulo na Carta aos Coríntios, 1 . 24.
E Ana, por exemplo, a Mãe do Profeta Samuel, no seu Cântico em 1 Samuel 2 : 3 afirmou que «o Senhor é o Deus da Sabedoria».
Mas Maria ? Sobre que fundamento Escriturístico ?
Não é isso um uso, insólito e abusivo, de uma prerrogativa exclusiva da divindade ?
Não posso identificar-me com uma teologia que não radique exclusivamente na Palavra de Deus, a Bíblia.
A Igreja não emite Palavra de Deus. Afirma-a. Proclama-a.
A Bíblia sim, é a Palavra de Deus.
Ficamos atónicos com as notícias que nos chegam desta vez conectadas com a pressão no sentido da remoção da herança cristã no mundo ocidental.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros inglês, o Foreign Office, dá sinais concretos nesse sentido : Teve, há tempos, a preocupação de lembrar à Cruz Vermelha que deveria substituir a cruz vermelha do seu logótipo por uma alternativa, nomeadamente um "cristal vermelho"
A razão ? A conexão que se pode fazer com as Cruzadas de há 7 séculos.
Mais : o Parlamento inglês recomendou, aliás com firmeza, que a nova Constituição das Ilhas de Santa Helena não faça menção do Cristianismo visto que o Reino Unido agora se fundamenta no pluralismo religioso. O Governador da Ilha não parece querer ceder.
Por razões que terão o mesmo fundamento ainda o Foreign Office deixou de enviar os seus Bons Votos por ocasião do Natal, e da Páscoa, como fazia antes. Mas curiosamente não deixa de mencionar e de lembrar, com respeito, o Ramadão.
E curiosamente também aos seus representantes tem sido recomendada a divulgação dos direitos dos homossexuais. A ponto de o Governo Polaco ter tido de protestar junto do Embaixador britânico em Varsóvia quando este fez divulgar, em polaco, um texto a favor dos activistas "gay" na capital polaca.
Curioso, ou antes : preocupante, sem dúvida, este cuidado em apagar as referências da herança cristã associada à promoção do que se lhe opõe !
Foi ontem, dia 20, em Washington, subscrita por perto de centena e meia de personalidades destacadas, ortodoxa, católicas romanas e evangélicas a DECLARAÇÃO DE MANHATTAN, sobre a chamada Cultura da Morte ( aborto, eutanasia, etc, ) o carácter central do Casamento na Sociedade e o conceito abrangente de liberdade religiosa. A não perder !
( A não confundir com outra "Declaração de Manhattan" emitida em 2008, que tem a ver com a problemas climáticos ).