São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
Eugénio de Andrade
Santo Agostinho, "A Cidade de Deus" :
«Sem Justiça, que são, na verdade, os reinos senão grandes quadrilhas de ladrões ? Que é que são na verdade as quadrilhas de ladrões senão pequenos reinos ?
«Estas, são bandos de gente que se submete ao comando de um chefe, que se vincula por um pacto social e reparte a presa segundo a lei por ela aceite.
«Se este mal for engrossando pela afluência de homens sem princípios, (...) se ocuparem cidades e subjugarem povos, arroga-se o título de reino (...)
«Foi o que finamente e com verdade respondeu a Alexandre o Magno certo pirata que fora aprisionado. Alexandre perguntou-lhe porque é infestava assim os mares.
«"Faço o mesmo que tu infestando o mundo" - respondeu o pirata com franca audácia. "Mas a mim porque o faço com um pequeno navio chamam ladrão. A ti porque o fazes com um enorme exército chamam-te imperador"»
Livro quarto, cap. 4 ( Edição da Gulbenkian )
Bob, o prisioneiro daquele Centro de Reclusão, era belicoso, de porte agressivo. A vida tinha-o feito assim. E a natureza dotara-o de músculos que frequentemente usava mal. Foi nesse uso "às avessas" que acabou "lá dentro".
Mas era um insatisfeito, um revoltado.
Certa vez viu um adolescente, lá mesmo na prisão, a ser maltratado e violentado por outro muito mais velho e mais robusto. Não hesitou. Deu-lhe meia dúzia de socos e deixou-lhe a cara em sangue.
Alguém entretanto lhe falou de encontros numa sala do estabelecimento prisional em que se lia a Bíblia e falava de Cristo.
Foi ver.
Voltou mais vezes.
Uns tempos depois era outro !
Mas havia ainda aquele cuja cara tinha esmurrado e deixado em sangue...
Falou com o Capelão.
«Bob ( nome fictício ), sabes o que tens de fazer...»
E fez.
Quando entrou na cela do tal outro, este pôs-se logo em guarda... Mas acabou por aceitar a mão estendida de Bob !
O tempo de reclusão findou.
Mas ele queria mais. Fez um Curso Bíblico e de Formação cristã. Ganhou o Diploma. Entretanto casou.
Um dia voltou à Prisão onde estivera.
Bateu à porta.
«Sim. Identifique-se» , disseram-lhe pelo video.
Mas naquele momento pela mente de Bob, repassou em rápido flash uma parte da sua vida. Um passado de farrapo humano, a reclusão, as violências, a altura em que, naquela mesma casa, Cristo se tornara Senhor da sua vida...
«Sim, diga lá quem é e o que pretende», insistiam da portaria.
«Sou o novo Capelão da Prisão»
( Traduzido e transcrito de um livro de Ch. Colson )
May God give you...
For every storm, a rainbow,
For every tear, a smile,
For every care, a promise,
And a blessing in each trial.
For every problem life sends,
a faithful friend to share,
For every sigh, a sweet song,
And an answer for each prayer.
( Lido no Blog «MATS TUNEHAGS» )
Como não consigo ou não sei introduzir o logotipo dos Blogueiros Evangélicos neste meu blog, conforme o compromisso que assumi, vou deixá-lo aqui de vez em quando...