Nicola Legrottaglie é um jogador profissional de futebol italiano, jogando na defesa do Juventus, da Primeira Divisão, e faz parte da Seleção nacional de Itália.
É um cristão evangélico. É membro da Organização internacional "Atletas de Cristo".
Participou no conjunto de pessoas que, há uns tempos, numa ronda de 24 horas leram a Bíblia, num Canal da TV italiana, em que participou o próprio Papa. E também o jogador Kaká.
Um futebolista evangélico, em particular se é desta craveira, é sempre digno de nota... E há muitos.
Por isso não resisto à ideia de assinalar no meu blog mais este. Até porque não é brasileiro ! Como é sabido no Brasil não faltam os jogadores protestantes convictos. E católicos também, claro.
Este, Legrottaglie, 32 anos, está recuperando de uma lesão num joelho. E no tempo que tem livre está a escrever um livro que tem a ver com a sua Fé cristã.
Mas o seu nome veio ultimamente mais a público por uma afirmação que fez sobre as prática de relações homossexuais considerando-as uma ofensa às normas de Deus.
«Chamem-me extremista, se quiserem - disse ele - mas deixem-me dizer o que penso com liberdade. É um direito que não pode ser-me recusado»
Digno de registo, sim senhor !
A Chanceler alemã Angela Merkel e o Presidente da República Federal Alemã presidiram com outras altas individualidades à cerimónia religiosa promovida pelo Estado Federal celebrando o funeral dos Alunos, e Professoras assassinados por um rapaz de 17 anos, numa Escola alemã.
Participaram na cerimónia representantes tanto da igreja católica como da protestante. Foi assistida por milhares de alemães, ao vivo e pela TV.
O Presidente alemão fez um apelo considerado vibrante e emotivo a que se condicione drasticamente a projeção na Televisão de filmes com conteúdos violentos e que sejam simplesmente proibidos os jogos eletrónicos de igual conteúdo.
Esse apelo deveria ser ouvido por muitos países no mundo atual !!
Acontecimentos desses, perpetrados por jovens protagonistas de cabeça perdida comecçm tragicamente a ser recorrentes, como toda a gente constata.
E têm sem dúvida um perigoso efeito mimético sobre mentes fragilmente estruturadas, vidas sem fundamentos minimamente sólidos, particularmente jovens e jovens adultos tele-dependentes.
A Escola de Hoje tem de ser menos livresca e responder mais à vivência própria de cada discente, dizem-nos.
Pois é.
Mas como respondem os docentes de agora aos estímulos fortemente apelativos ( de violência e sexo ) da Escola paralela que impende tão fortemente sobre a população de aprendedores ?
Que Valores os formaram, eles próprios, os "educadores/professores" ?
O que é que os jornalistas e os comentadores políticos tiveram que emitir juízos críticos a uma opinião do Papa - é a pergunta que fez Vasco Graça Moura - é simplesmente coerente ? Coerente com a posição da igreja que representa.
Mas fundamentalmente coerente com a Ética da Fé cristã.
Ao assinalarem, com certo desprezo crítico, a recusa do Papa quanto ao uso do preservativo como solução para o problema dramático do HIV, da Sida ( melhor : do Sida; é um síndroma ), etc, essas pessoas estão a definir o campo ético em que se movem.
É que essa "praga", que aprtiu aliás de África e tem avassalado todo o Continente, tal como o mundo inteiro, só tem uma resposta : a abstinência. A fidelidade conjugal. A colocação da relação sexual no seu enquadramento natural próprio e único, que é o casal, inctituído. E heterossexual, claro.
Curiosamente é em África que encontramos mesmo entidades governamentais defendendo o mesmo ! É o caso do Uganda. E com resultados efetivos.
A distribuição de perservativos, sobretudo quando feita entre adolscentes acaba por ser uma proposta encorajadora da relação sexual livre, de acordo com os apetites e os impulsos de cada indivíoduo. Sem peias éticas de raiz judaico-cristã...
E assim não se chega lá...
De São Paulo é sempre tocante ler estass notas autobiográficas sensacionais que ele escreveu na sua segunda Carta aos Coríntios, rertos "insensatos" que o contestavam : ( Versão O LIVRO ).
«(...) E na verdade posso gabar-me - falo de novo como néscio - de tudo sobre o que eles também se gabam.
Eles gabam-se de serem hebreus ? Eu também o sou. São descendentes de Abraão ? Pois eu também. Dizem que servem Cristo ? Muito mais o tenho servido eu.
É como se estivesse fora de mim ao dizer isto.
Tenho trabalhado muito mais, e também tenho sido muitas vezes preso e açoitado. Tenho enfrentado a cada instante a morte muitas mais vezes do que eles.
Em cinco ocasiões diferentes os judeus me aplicaram os seus quarenta açoites menos um. Três vezes recebi o castigo da vara.
Fui uma vez apedrejado. Passei três naufrágios. Numa ocasião cheguei a ficar uma noite e um dia à deriva em pleno mar alto.
Tenho viajado quilómetros e quilómetros arriscando-me ao atravessar perigosas torrentes e também zonas infestadas de salteadores. Sei o que é estar em perigo tanto entre o meu próprio povo, os judeus, como entre os gentios. Conheço o perigo das multidões amotinadas nas grandes cidades, o perigo da morte no deserto e no mar. Assim como o pergio entre os falsos irmãos.
Tenho suportado conseiras, sofrimentos e noites sem dormir Tenho passado, frequentemente, pela forme, pela sede. E sei o que é ter frio e não ter roupa para me agasalhar.
Além disto tudo tenho interiormente o cuidado constante sobre o progresso de cada igreja. Quem enfraquece espiritualmente que eu não me sinta triste ? Que é ofendido na sua Fé que eu não me exalte correndo em sua defesa?
Mas se tiver de falar de mérito realmente prefiro então referir-me ao que diz respeito antes à minha fraqueza. O Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo - louvado seja para sempre - sabe que não minto. Em Damasco, o que governava ali sob o mando do rei Aretas, chegou ao ponto de mandar guardar todas as saídas da Cidade para poder prender-me. Fui porém descido numa cesta por uma abertura na muralha. E assim escapei.
Não é bom, claro está, que eu esteja a enaltecer-me. Mas vou continuar ainda com as visões que tive e as revelações do Senhor. Há catorze anos fui levado ao terceiro Céu. Eu mesmo não sei se o meu próprio corpo também lá esteve ou se foi apenas em espírito. Deus o sabe. Estive no paraíso e ouvi coisas que ultrapassam as cpacidades humanas para descrevê-las. E até nem é lícito fazê-lo. Um tal experiência é certamente assinalável. E nem é disso que me gabo mas antes da minha própria fraqueza.
Não me faltariam pois razões para me enaltecer. Mas não quero que alguém pense de mim mais do que aquilo que pode ver através da minha vida e da minha mensagem.
E para que estas excecionais revelações não me exaltassem Deus deu-me um espinho na carne, um mensageiro de Satanás, para me atormentar a fim de que não caia no orgulho. Por três vezes implorei ao Senhor que me livrasse. De cada vez ele me disse : "A miha Graça te basta. É na fraqueza que o meu poder melhor se revela". E assim sinto-me feliz nas fraquezas para que o poder de Cristo possa trabalhar através de mim.
Tenho pois alegria nas fraquezas, nos insultos, nas privações, nas perseguições, nas dificuldades. Pois que as suporto por amor de Cristo.
Porque quando estou fraco, é então que sou forte !»
Veja-se também outro registo autobiográfico paulino no início da Carta aos Gálatas, 1 : 19 a 2 : 1 !
Assim compreende-se bem o papel iminente deste Pensador cristão canónico na formação da Teologia e da Cultura cristãs e como expressão da Revelação divina.
O «Ano Paulino» começou em junho de 2008. Acaba em Junho de 2009. Comemora o bicentenário do nascimento de São Paulo.
A «Ano João Calvino» é todo o ano de 2009. Comemora - mais precisamente em Julho - os 500 anos do seu nascimento.
O primeiro é uma iniciativa da Igreja Católica. O segundo, da Igreja Protestante, particularmente a da Suíça. E está sendo comemorado com toda a espécie de incitativas, culturais, literárias, audiovisuais, religiosas.
A Igreja Protestante considera, emocionada, ambas as Figuras. Marcos históricos inolvidáveis ! A Igreja Católica olha Calvino um tanto "de lado"... mas com respeito.
A propósito : Fala-se por aí na reabilitação de Martinho Lutero por parte de Bento XVI. Será ? Aguardemos...
Calvino, autor da "Instituição da religião Cristã", no séc. XVI, escreveu no que se pode considerar o francês antigo, claro. Mas é sempre interessante lembrar que foi a primeira vez que o francês foi utilizado num Tratado de Teologia. E a primeira vez que a prosa francesa exprimiu ideias com tanta precisão, com tanto rigor, com tanta clareza !
Sobre São Paulo falarei num próximo "post".