A Revista TIME, que assino, abordou, em edição recente, a questão da actividade e da "geografia" do cérebro com relação à crença religiosa, localizando-a, no cérebro, com alguma precisão.
Um reportagem interessante.
Pelo que lemos - são pesquisas e estudos feitos com seriedade, psegundo nos pareceu - não nos custa aceitar que a minha relação com Deus estimule essa zona do cérebro.
Particularmente quando a religião se expressa emocionalmente, e que a devoção se torna misticismo, êxtase, e emoção carismática.
A "bênção de Toronto", por exemplo, de há uns poucos anos, caracterizava-se por pessoas "rindo pelo Espírito Santo" e caindo assim por terra, gargalhando; com essa tal zona do cérebro altamente estimulada, sem dúvida.
Mas a Fé é um ato da razão.
E aí entra em ação todo o cérebro.
É uma decisão da vontade, consciente e refletida.
É a resposta a uma Revelação explícita, verbal, e apelativa ( a Bíblia ). Acoplada com a Revelação natural, que é a Natureza ( leia-se a Carta de São Paulo aos Romanos cap 1 : 18 a 20 ).
E o conhecimento dessa Natureza devemo-lo à Ciência e à Tecnologia !
Agora : Fico a pensar. Como pode o meu cérebro ter evoluído de uma espécie animal inferior, ganhando "evolutivamente" toda esta potencialidade espiritual ?
Este estudo do cérebro humano não virá afinal pôr em flagrante evidência a especificidade do ser humano diferenciada das dos outros animais ?
E assim sendo : Como apareceu o Ser humano ?
Melhor : Com que objetivo teleológico foi ele criado por Deus Criador ?
Não foi certamente para acabar simplesmente em pó, como qualquer bicho...
Então, grande é a nossa responsabilidade em refletir e fazer opções que se coadunem com a resposta óbvia !
Foi curioso darmo-nos conta, no Programa, recente, de Prós e Contras, da RTP 1, de certa insistência por parte do "sim" ( a favor dos casamentos-do-mesmo-sexo ) em lembrar que a "Igreja" e os outros tinham "toda a liberdade para contestar a posição dos «sim» ... E que poderiam e deveriam mesmo fazê-lo...!
Mas... alguma vez se pensou que não tivessem essa liberdade ? Porque referir isso, ? Melhor : Porque é que sentem necessidade de insistir nisso ?
Tal é o fervor, a combatividade, a militância dos defensores da anormalidade das uniões e práticas legalizadas do homossexualismo - e a convicção de que é apenas uma questão de algum tempo e o assunto estará arrumado... - que até sentem precisão de dizer que os que lhe são contra, enfim, podem falar...
Mais : A posição dos defensores da Norma natural, neste caso, dos casamentos heterossexuais, não ganha em que se insista em que é uma "norma da Igreja" ( entenda-se da Igreja Católica ). Perde peso a argumentação. A resposta óbvia dos seus oppositores seriá : Se é uma "regra" da igreja, então que a igreja a mude e se adapte, Porque são homens que fizeram essas regras... !!
A única posição válida é que : É UMA NORMA DIVINA. Deus criou a Natureza assim. E a Igreja Cristã, naturalmente, respeita-a. Mas as "Normas" de Deus estã consignadas nas Sagradas Ecrituras, a Bíblia, base racional da Fé de todos os cristãos, e que a Igreja cristã apreende como única fonte de Revelação.
Subverter essa Norma, e outras do mesmo cariz, é ofender Deus, o Criador. É agressivamente contestar Deus. É desprezar Deus.
Uma Sociedade que o faz não pode ficar impune.
Os frutos aparecerão, mais tarde ou mais cedo.
...quando faltam argumentos convincentes.
Continuam a chover notícias alarmantes !
Igrejas e templos, nos USA, foram vandalizados por pequenas turbas fanáticas defensoras dos casamentos-do-mesmo-sexo ( "same-sex marriages" ).
Em Albuquerque ( USA ) um par de lésbicas processou um fotógrafo cristão que recusou fotografar a cerimónia de casamento entre elas.
Quando o Estado de Massachssets legalizou o casamento-do-mesmo-sexo, várias organizações católicas de adopção de crianças não tiveram outra escolha senão a de fecharem...
O Supremo Tribunal da Califórnia legislou que os médicos devem prover serviços de apoio à reprodução para casais de lésbicas, sem poderem ( esses médicos ) fazer apelo às suas convicções religiosas.
Uma Comunidade metodista em Nova Jersey perdeu a isenção de pagamento de taxas quando foi conhecido que recusou a um casal homossexual a realização do casamento nas suas dependências.
E os exemplos vão-se sucedendo.
É este o "orgulho gay".
Comemoraram-se, em 2008, os 400 anos do nascimento deste Homem notável da nossa Cultura. Nasceu em 6 de Fevereiro de 1608.
Fica aqui um pequeno texto do Sermão da Quaresma, de 1653 :
«Este povo... já não se pode sustentar sem os Índios.
«Não há vício tão evidente que não se revista exteriormente com alguns dos atributos da virtude»,
diz Shakespeare em O MERCADOR DE VENEZA pela boca de Bassânio, uma das personagens da peça.
E vemos permanentemente que é assim.
Não há incoerência, erro, mentira, calúnia, que se profira que, para poder singrar por entre os espíritos incautos, desatentos, mal preparados, pouco educados, não contenha um pedaço de verdade, um parte de coerência.
Ao falar-se de Darwin - um homem que deu volta, que revolucionou, o estudo da Natureza, diz toda a gente; e que morreu com muitas interrogações, dizem os seus melhores biógrafos - atira-se para o público desculdadamente, melhor : deliberadamente..., a ideia ( e isto é apenas um exemplo ) de que em muitos lados, nomeadamente nos EE.UU. se pretende «substituir» o ensino do Evolucionismo pelo do Criacionismo.
É claro que não é isso.
O que muita gente pretende - mesmo em Portugal - é que os Programas da área da Natureza dêem ocasião a que se apresente as duas teorias. E não apenas o Evolucionismo como teoria científica acabada, irrefutável. Que o não é. E que o Criacionismo seja apresentado com as suas bases científicas, que as tem, na base da intervenção de uma Inteligência criadora ( de um Intelligent Design ).
Ouvi um cientísta na TV associar o Criacionismo com criação do Mundo «há seis mil anos» e «em sete dias».
Deus podia perfeitamente ter criado a Terra em sete dias ! E ter criado a natureza já com traços de "antiga".
Ou cremos num Deus que tudo pode, que não está sujeito a limitações.
Mas apresentadas as coisas assim, rudemente, nem há troca de argumentos possível...