Só há um norte.
Queremos continuar a segui-lo,
a Henriette e eu,
Não por catavento, seguindo a favor dos ventos.
Mas com segurança,
em 2009
«Este é o Caminho. Anda nele.»
Isaías 30 : 2
«Eu sou o Caminho...»
João 16 : 6
Sempre que topo na Bíblia com o texto de Êxodo 23 : 2,
«Não te inclines para a maioria se for para torcer o direito»
me lembro do sentido assinalável que essa directiva tem contextuada na atualidade..
E dou comigo a refletir de novo nos perigos, ou nos riscos, que traz consigo a democracia em termos de prevalência do voto da maioria.
Falei em riscos e perigos. Não disse que é mau.
Seguir as maiorias tem as duas vertentes, a boa e a arriscada.
Que formação, que educação, tem - deverá ter ! - determinado corpo de eleitores, numa sociedade democrática, para votar corretamente ?
E comecei a pensar em Barak Obama, o futuro Presidente da maior potência mundial.
A Revista TIME fez fele a "Figura do Ano" ! Sem ter feito nada. De tal ordem é a espetativa mundial à sua volta ! Feita aliás só de promessas...
Por mim vejo o seu mandato com apreensão.
Que Critérios, que Valores, que opções de Vida impulsionaram a maioria dos eleitores para colocar esse Homem no Lugar cimeiro que vai ocupar ?
Mas não deixo de fazer os melhores votos para esse futuro Governante.
E nesses votos icluo o de Êxodo 23 : 2 - "Que o Direito não seja torcido !"
Tanto em termos económicos, como energéticos e ecológicos, como dos direitos humanos, como das relações internacionais.
Nomeademente no Próximo Oriente, onde o cenário continua, ora de provocação constante, ora de vigança cega... ! "Snais dos tempos" repetiria o Roger Garaudy. Ainda que esse sintagma tenha sido "cunhado" por Jesus no Evangelho.
O próprio Barak Obama disse, numa entrevista recente : "Daqui a dois anos veremos..."
Uma Revista europeia ( franco/helvética ), "Christianisme Aujourd'hui" trouxe um pequeno desenho de caricatura, com o Barak Obama vestido à super-homem, a capa atrás das costas, olhando de lado a multidão que o ovaciona, e a murmurar : "Se eles se dessem conta de que eu não sei voar como o super-homem..."
Tem sido esta mesma a mensagem que Obama tem transmitido para o exterior : "Farei o que for possível".
Essa humildade é um bom pronúncio.
Salmo 119, 96
Roger Garaudy foi um insatisfeito.
Filho de Pais ateus, converteu-se ao protestantismo.
Depois, com vinte e tal anos tornou-se comunista. Mas com um pensamento muito independente, não era possível ficar ali...
Virou-se para o catolicismo, para a igreja de Roma, já com uma idade madura.
Por volta dos anos 80 foi aliciado pelo islamismo.
Mas sempre com um espírito muito independente.
Ficou contudo na História do Pensamento francês - e dno a Política de França - como alguém que diz o que pensa sem hesitações. Embora sempre à procura...
Escreveu em 1993 um livro, «Avons-nous besoin de Dieu ?» ( ele tem agora 80 e tal anos ), do qual respigo uma citação que transcrevo a seguir, sobre Educação, que me parece digna de sublinhar.
«A Educação é [ atualmente ] despojada das suas funções propriamente humanas : o despertar para a reflexão sobre o sentido da vida, e a formação de um caráter capaz de assumir a responsabilidade dos esforços, das renúncias e dos sacrifícios para atingir esses fins; [ o do sentido e do fim da Vida ]»
É verdade !
Capacidade de reflexão. Formação do caráter. Duas funções fundamentais da Escola !
Há tempos chegou-nos um apelo, redigido em francês, para com a nossa assinatura apoiarmos o Grão Duque do Luxemburgo num confronto com o Parlamento do Grão Ducado.
Confesso que não prestámos a devida atenção e acabámos por esquecer.
Agora chega-nos uma notícia - via Breakpoint - sobre o mesmo assunto explicitando o confronto.
O Parlamento do Luxemburgo aprovou, seguindo os passos das vizinhas Holanda e Bélgica, a legalização da eutanásia e do suicídio assistido medicamente para doentes terminais que o peçam com insistência e que tenha o aval de uma equipa médica.
A assinatura do Grão Duque tem sido até aqui uma formalidade institucional.
Mas desta vez ele recusou-a "por motivos de consciência". No que foi apoiado por muita gente.
Ninguém tem o direito de acabar com a vida de um ser humano. A não ser Deus, o Criador da Vida.
Daí o tal apelo que nós recebemos, nem sei porquê; alguém apanhou o nosso endereço e se lembrou de no-lo mandar.
O Parlamento reagiu mal. E retirou ao Grão Duque o direito de veto !
As incongruências e as violações de consciência, quando se começa, sucedem-se... !
O gesto do Grão Duque faz dele um "Grande Duque", diz o Ch. Colson.
É bem verdade.