ESCREVER POR PRAZER
Terça-feira, 30 de Setembro de 2008
«Ser livre da religião»

 

A lembrança do «11 de setembro» este ano, nos USA, levou uma Fundação chamada «Livre da Religião» ( «Freedom from Religion Foundation» ) a publicar um anúncio publicitário, de uma página inteira no New York Times ( que deve ter custado centenas de milhar de dólares ) assim como um texto que dizia, entre várias coisas, isto :

 

«Uma das lições do "11 de setembro" é que não há maior fonte de terrorismo, de conflitos, de derramamento de sangue, de perseguições e de guerra do que a religião.»

 

E continuava avisando os americanos dos horrores possíveis se os EE.UU. caírem numa teocracia. 

 

Não contentes, os autores do texto publicitário no N.Y.T. não escondem que o opor-se, por exemplo, aos direitos dos homossexuais é tão tremendo como o ter destruído as Torres Gêmeas do World Trade Center, de Nova Yorque.

 

E acrescentam : «A História da Civilização Ocidental mostra que o progresso social e moral  ( o sublinhado é meu )  fez-se com pessoas livres da religião.

 

Para Chuck Colson ( no seu programa de rádio "Break Point" - "Ponto de Rutura" ) um tamanho alarde de ignorância é espantoso.

 

Só o Século XX, com as 2 Guerras Mundiais, um "Auschwitz", os Goulags, etc, etc, mostram a cegueira dessa conclusão.

 

O Cristianismo é o grande promotor dos Direitos Humanos.  A Democracia e a Liberdade de Pensamento, floresceram no ocidente de raiz cristã.  A religião cristã impulsionou a batalha contra a Escravatura.  Está na linha da frente do combate contra o tráfego sexual de seres humanos, na linha da frente da luta contra a Sida pelo abstencionismo da promiscuidade e pelo controlo moral dos comportamentos sob as normas inspiradas por Deus, um Deus de Justiça e de Paz.

 

Os cristãos são os primeiros a  deplorar fenómenos como a Inquisição, as Cruzadas, e outros extremos de fanatismo  estranhos ao Evangelho de Cristo !

 

Mas estão na frente do combate pelo respeito da vida humana.

 

Leio na Bíblia  ( versão O LIVRO ) :

 

«Diz o louco para consigo : "Deus não existe !" 

Todos se têm corrompido e degenerado. 

Não há quem faça o bem. (...) 

Deus olha desde os Céus sobre toda a Humanidade

        para ver se existe alguém que saiba conduzir-se com sabedoria,

       e busque a Deus. (...)

O terror dominará as suas vidas, mesmo sem razão.

Desprezam o direito dos pobres,

       mas o Senhor é o refúgio deles.»

 

Salmos 14 e 53

 



publicado por João Pinheiro às 15:26
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Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008
Censo 2011
[ Estou tendo problemas com a publicação dos textos neste blog. Enquanto aguardo que me solucionem o problema segue este "post" assim mesmo ) O Dr. Fernando Loja publicou no «Portal Evangélico» um Texto, útil, sobre a declaração da confissão religiosa no Censo de 2011. Agradeço ao meu Amigo Dr. Loja os esclarecimentos que dá. É bom que tenhamos ideias tanto quanto possível claras quanto à resposta a dar nesse próximo Censo. Tenho no entanto outra perspectiva quanto ao ponto 1 do seu Texto. Acho que sim, que é útil para o Estado conhecer as opções da população sobre religião. Porque a religião gera condutas, atitudes, comportamentos. Promove Valores, Princípios. Particularmente no que concerne o Cristianismo ! Algo de que - seja que Estado for - se democrático, não prescinde. Mesmo declarando-se laico. O Estado não pode esquecer a religião. Porque é um dos apelos primários do ser humano. O Estado pode e deve ser secular no sentido de não administrar a “coisa pública”, nem decretar, em função de uma religião. Mas não pode ignorar a sua presença na Cultura e na Civilização que molda e define a população administrada. O Estado pode querer saber quem se declara como seguidor desta ou daquela religião. Não lhe interessará quem a professa ou é crente praticante. Mas interessa-lhe o perfil global, genérico, da população na área da religião. Interessa-lhe, para governar com objectividade e adequadamente, saber também quais as tendências, em termos amplos, no domínio das espiritualidades. O Estado não pode nem deve trazer a religião para a ribalta, para o palco dos actos públicos oficiosos, dando, por exemplo, lugares de honra, destacados, a dignidades religiosas, dirigindo-se a elas nos discursos solenes. Etc. Ao fazê-lo está violando normas básicas de respeito democrático pelo universo dos seus cidadãos. E, no caso português, está ofendendo a Constituição da República. Não pode nem deve usar os dados que recolhe para discriminar e favorecer quem tem mais declarantes, como diz o Dr. Loja no seu 3º argumento, e muito bem. E também estou de acordo em que a pergunta deve, isso sim, ser bem formulada. Não pode ela própria transparecer, pela sua configuração, qualquer favoritismo em relação a uma confissão religiosa. Ainda que maioritária…


publicado por João Pinheiro às 21:46
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Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008
E a Sociedade tem que aceitar ?


Em França  -  a informação chega-nos via site informativo da Igreja Católica de França, libertepolitique.com  - a abertura do ano lectivo está sendo marcada por uma campanha de prevenção contra a homofobia nas Escolas Secundárias, Liceus.  Ou seja, prevenindo os estudantes contra atitudes discriminatórias e de segregação dos homossexuais, com folhetos e cartazes.


Mas mais :  aconselhando e procurando transmitir confiança aos que procuram legitimar os seus desvios anómalos.


Em Portugal está-se em plena campanha a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, com próxima discussão pública e "esclarecimento" (!) da população sobre esta temática.  E os partidos, quase todos, puxando no sentido da "pseudo-modernidade"...


Ninguém quer mal aos homossexuais.  Ponto assente.

 

Quando muito pretender-se-á que quem é vítima de desvios nessa área, por razões hormonais, de educação, ou de infância violentada, que possa receber apoio adequado e normalizar os seus comportamentos.

 

Homofobia aliás quer dizer "medo do idêntico".  O que realmente é homofóbico é a procura ansiosa do que é diferente, anormal, excêntrico. E isso está generalizado, à nossa volta.


Mas não queiram impor-nos aquilo que é  -  queira-se ou não  -  antinatural.


A Natureza é assim.  Deus criou a maioria dos seres vivos sexuados, criou o "masculino / feminino".  Essa dualidade tem por fim a reprodução da espécie, com certeza.  Mas nos seres humanos também uma plena vida afectiva.


Legitimar o prazer em relações desviantes, ofensivas do que é natural ?  Então a relação com animais, a que já o livro de Levítico alude ?  E a pedofilia, se houver consenso entre o adolescente e o adulto ?  Vai querer-se também, com o tempo ( sabe-se lá ?! ), legitimar ?


Pretender que a Sociedade assuma e institucionalize uma anomalia ?!


Desculpem.  Deixem-nos em paz.


 



publicado por João Pinheiro às 07:37
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Terça-feira, 23 de Setembro de 2008
A dúvida e o Crente

 

Ter dúvidas e crer...  Conciliável ?

 

É recorrente o afirmar-se qie sim.

 

Há certamente o ter dúvidas, que podem ser a expressão de descrença.  Que são o desistir.  Que são o desinteressar-se de procurar mais. O até nem se interessar em procurar...  Uma espécie de agonsticismo passivo e amorfo, de braços caídos  :   «Tenho dúvidas.  Mas para que me serve procurar ?»

 

Há contudo o ter dúvidas como passos de progresso na pesquiza, na busca de informação.  «Eu avanço porque tenho dúvidas e quero, e preciso, de saber mais. »  

 

Levantam-se interrogações no decorrer do caminhar na vida. 

 

E para o Crente levantam-se dúvidas no caminhar da Fé. 

 

É normal !

 

Se o Crente não tem certas dúvidas, transpira autosatisfação paralisante, estagnante.

 

Não tenho dúvidas sobre a minha relação com o Deus que ma ama e que é o meu Criador e Pai.  Não tenho dúvidas sobre a Salvação em Jesus Cristo, que levou sobre si, em meu lugar, a culpa da minha revolta, do meu repúdio de Deus.  Era eu quem mereceria ser punido pelo meu pecado.  Mas arrependido, aceito o Perdão, a Remição, a Justificação de Deus. Pela Fé. Na base do que me revelam as Escrituras, a Palavra de Deus.

 

Mas posso ter dúvidas sobre aspetos da concretização, da formalização da vida cristã.  Sobre certas páginas da História da Intervenção de Deus no devir da Humanidade.  Sobre a própria natureza, profunda, de Deus, do seu Saber.  Sobre o futuro escatológico da Igreja cristã.  Sobre a Eternidade.

 

Essas dúvidas só me levam a querer estar mais próximo da fonte do Saber, que é Deus, que eu amo.

 

Como qualquer filho em relação ao seu pai.



publicado por João Pinheiro às 19:37
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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008
Muçulmanos pregando tolerância !

 

 

Chegou-nos uma notícia interessante que vale a pena referir.

 

No Médio Oriente há uma nova vaga de pregadores muçulmanos cujo objectivo é mobilizar e melhorar as Sociedades islamitas.

 

E usam naturalmente a Televisão por Satélite, que atinge milhões de pessoas, para espalhar as suas ideias.

 

O que é de assinalar contudo é o sentido e o objectivo da sua mensagem, que é o de uma maior tolerância como meio de modernizar e mobilizar as comunidades árabes.

 

São principalmente as camadas jovens que estão a ser cativadas  -  segundo a notícia, que é de fonte fidedigna.  É gente nova, muçulmanos, que não se revê no ensino religioso tradicional, e que ouve e segue com indisfarçável interesse essa onda de novos pregadores mais liberais, que pregam a coexistência pacífica com o mundo e o pensamento ocidental, o que conduzirá, se resultar, à baixa da tensão como Ocidente.

 

É uma notícia que retém a atenção. Mas que requer confirmação e cuidado nas ilações.

 

Não é a primeira vez que ouvimos falar de correntes, no mundo islâmico que estão insatisfeitas com o ambiente de conflito com o Mundo ocidental.  E que querem relacionar-se com ele de outra forma.

 

O mundo árabe é complexo e - ao contrário do que parece  -  não é uniforme na sua maneira de pensar. 

 

A prova são os milhares de muçulmanos que se vão convertendo ao Evangelho de Jesus Cristo, sob riscos grandes, e efectivos !

 

Continuamos atentos.

  

http://www.pbs.org/wnet/religionandethics/week1137/feature.html

 

 

 

 



publicado por João Pinheiro às 07:59
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