A lembrança do «11 de setembro» este ano, nos USA, levou uma Fundação chamada «Livre da Religião» ( «Freedom from Religion Foundation» ) a publicar um anúncio publicitário, de uma página inteira no New York Times ( que deve ter custado centenas de milhar de dólares ) assim como um texto que dizia, entre várias coisas, isto :
«Uma das lições do "11 de setembro" é que não há maior fonte de terrorismo, de conflitos, de derramamento de sangue, de perseguições e de guerra do que a religião.»
E continuava avisando os americanos dos horrores possíveis se os EE.UU. caírem numa teocracia.
Não contentes, os autores do texto publicitário no N.Y.T. não escondem que o opor-se, por exemplo, aos direitos dos homossexuais é tão tremendo como o ter destruído as Torres Gêmeas do World Trade Center, de Nova Yorque.
E acrescentam : «A História da Civilização Ocidental mostra que o progresso social e moral ( o sublinhado é meu ) fez-se com pessoas livres da religião.
Para Chuck Colson ( no seu programa de rádio "Break Point" - "Ponto de Rutura" ) um tamanho alarde de ignorância é espantoso.
Só o Século XX, com as 2 Guerras Mundiais, um "Auschwitz", os Goulags, etc, etc, mostram a cegueira dessa conclusão.
O Cristianismo é o grande promotor dos Direitos Humanos. A Democracia e a Liberdade de Pensamento, floresceram no ocidente de raiz cristã. A religião cristã impulsionou a batalha contra a Escravatura. Está na linha da frente do combate contra o tráfego sexual de seres humanos, na linha da frente da luta contra a Sida pelo abstencionismo da promiscuidade e pelo controlo moral dos comportamentos sob as normas inspiradas por Deus, um Deus de Justiça e de Paz.
Os cristãos são os primeiros a deplorar fenómenos como a Inquisição, as Cruzadas, e outros extremos de fanatismo estranhos ao Evangelho de Cristo !
Mas estão na frente do combate pelo respeito da vida humana.
Leio na Bíblia ( versão O LIVRO ) :
«Diz o louco para consigo : "Deus não existe !"
Todos se têm corrompido e degenerado.
Não há quem faça o bem. (...)
Deus olha desde os Céus sobre toda a Humanidade
para ver se existe alguém que saiba conduzir-se com sabedoria,
e busque a Deus. (...)
O terror dominará as suas vidas, mesmo sem razão.
Desprezam o direito dos pobres,
mas o Senhor é o refúgio deles.»
Salmos 14 e 53
Em França - a informação chega-nos via site informativo da Igreja Católica de França, libertepolitique.com - a abertura do ano lectivo está sendo marcada por uma campanha de prevenção contra a homofobia nas Escolas Secundárias, Liceus. Ou seja, prevenindo os estudantes contra atitudes discriminatórias e de segregação dos homossexuais, com folhetos e cartazes.
Mas mais : aconselhando e procurando transmitir confiança aos que procuram legitimar os seus desvios anómalos.
Em Portugal está-se em plena campanha a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, com próxima discussão pública e "esclarecimento" (!) da população sobre esta temática. E os partidos, quase todos, puxando no sentido da "pseudo-modernidade"...
Ninguém quer mal aos homossexuais. Ponto assente.
Quando muito pretender-se-á que quem é vítima de desvios nessa área, por razões hormonais, de educação, ou de infância violentada, que possa receber apoio adequado e normalizar os seus comportamentos.
Homofobia aliás quer dizer "medo do idêntico". O que realmente é homofóbico é a procura ansiosa do que é diferente, anormal, excêntrico. E isso está generalizado, à nossa volta.
Mas não queiram impor-nos aquilo que é - queira-se ou não - antinatural.
A Natureza é assim. Deus criou a maioria dos seres vivos sexuados, criou o "masculino / feminino". Essa dualidade tem por fim a reprodução da espécie, com certeza. Mas nos seres humanos também uma plena vida afectiva.
Legitimar o prazer em relações desviantes, ofensivas do que é natural ? Então a relação com animais, a que já o livro de Levítico alude ? E a pedofilia, se houver consenso entre o adolescente e o adulto ? Vai querer-se também, com o tempo ( sabe-se lá ?! ), legitimar ?
Pretender que a Sociedade assuma e institucionalize uma anomalia ?!
Desculpem. Deixem-nos em paz.
Ter dúvidas e crer... Conciliável ?
É recorrente o afirmar-se qie sim.
Há certamente o ter dúvidas, que podem ser a expressão de descrença. Que são o desistir. Que são o desinteressar-se de procurar mais. O até nem se interessar em procurar... Uma espécie de agonsticismo passivo e amorfo, de braços caídos : «Tenho dúvidas. Mas para que me serve procurar ?»
Há contudo o ter dúvidas como passos de progresso na pesquiza, na busca de informação. «Eu avanço porque tenho dúvidas e quero, e preciso, de saber mais. »
Levantam-se interrogações no decorrer do caminhar na vida.
E para o Crente levantam-se dúvidas no caminhar da Fé.
É normal !
Se o Crente não tem certas dúvidas, transpira autosatisfação paralisante, estagnante.
Não tenho dúvidas sobre a minha relação com o Deus que ma ama e que é o meu Criador e Pai. Não tenho dúvidas sobre a Salvação em Jesus Cristo, que levou sobre si, em meu lugar, a culpa da minha revolta, do meu repúdio de Deus. Era eu quem mereceria ser punido pelo meu pecado. Mas arrependido, aceito o Perdão, a Remição, a Justificação de Deus. Pela Fé. Na base do que me revelam as Escrituras, a Palavra de Deus.
Mas posso ter dúvidas sobre aspetos da concretização, da formalização da vida cristã. Sobre certas páginas da História da Intervenção de Deus no devir da Humanidade. Sobre a própria natureza, profunda, de Deus, do seu Saber. Sobre o futuro escatológico da Igreja cristã. Sobre a Eternidade.
Essas dúvidas só me levam a querer estar mais próximo da fonte do Saber, que é Deus, que eu amo.
Como qualquer filho em relação ao seu pai.
Chegou-nos uma notícia interessante que vale a pena referir.
No Médio Oriente há uma nova vaga de pregadores muçulmanos cujo objectivo é mobilizar e melhorar as Sociedades islamitas.
E usam naturalmente a Televisão por Satélite, que atinge milhões de pessoas, para espalhar as suas ideias.
O que é de assinalar contudo é o sentido e o objectivo da sua mensagem, que é o de uma maior tolerância como meio de modernizar e mobilizar as comunidades árabes.
São principalmente as camadas jovens que estão a ser cativadas - segundo a notícia, que é de fonte fidedigna. É gente nova, muçulmanos, que não se revê no ensino religioso tradicional, e que ouve e segue com indisfarçável interesse essa onda de novos pregadores mais liberais, que pregam a coexistência pacífica com o mundo e o pensamento ocidental, o que conduzirá, se resultar, à baixa da tensão como Ocidente.
É uma notícia que retém a atenção. Mas que requer confirmação e cuidado nas ilações.
Não é a primeira vez que ouvimos falar de correntes, no mundo islâmico que estão insatisfeitas com o ambiente de conflito com o Mundo ocidental. E que querem relacionar-se com ele de outra forma.
O mundo árabe é complexo e - ao contrário do que parece - não é uniforme na sua maneira de pensar.
A prova são os milhares de muçulmanos que se vão convertendo ao Evangelho de Jesus Cristo, sob riscos grandes, e efectivos !
Continuamos atentos.
http://www.pbs.org/wnet/religionandethic