ESCREVER
POR
PRAZER
Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007
A gorjeta...
Não consigo aceitar este costume. Desde sempre !
Com certeza que de bom grado arredondo os centavos se se justificar.
Reconheço haver por vezes serviços que nos prestam, fora das tabelas de preços. Ir além do simples "muito obrigado" pode justificar-se... !
Mas é diferente de um dinheiro que se dá sobre o preço tabelado e muitas vezes em troca de nada mais do que aquilo de que se estava à espera como serviço prestado !!
Em termos globais associo a gorjeta , no aspecto moral, à cunha, ao "pedidozinho" que leva a passarmos à frente doutros. Privilégio - imoral - que depois gratificamos com uma gorgetazinha mais ou menos choruda... A vulgar gorjeta não será a mesma coisa, mas...
Somos Professores. Nunca nos deram, nem esperámos, gorgetas pelas lições privadas... Porque é que há profissões ou actividades sujeitas ao rito da gorjeta e outras não ?...
Os Guias turísticos esmeram-se no tabelar as gorgetas conforme os serviços e os sítios !!
Em Portugal, contudo, parece-me que a gorjeta vai desaparecendo... Será mesmo ?
Digo, pois, não à gorjeta . Sobretudo quando serve para complementar o justo salário que o patrão - não o cliente - deveria entregar ao seu empregado... O que é vergonhoso.
Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007
A Ciência e Deus
«Neste momento é como se a Ciência nunca viesse a ser capaz de desvendar o mistério da Criação.
Para o cientista que vive da fé no poder da Razão, a História termina como num pesadelo.
Escalou as montanhas da ignorância, está prestes a atingir o cume mais alto.
E quando trepa os últimos metros é acolhido por um bando de teólogos, que já lá estão sentados há séculos.» !
Robert Jastrow , astrofísico.
in "God and Astronomers". Nova York. W.W . Norton. 1972.
Citado em "A Linguagem de Deus", de Francis S. COLLINS . Editorial Presença. Lisboa. 2007
Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007
É «N A T A L» !
«...Novas de grande Alegria !...
Nasceu-vos o Salvador, Cristo, o Senhor !»
( Lucas cap. 2 )

( Foto J.Pinheiro )
Domingo, 23 de Dezembro de 2007
Camões e o Amor de Deus
«Amor, que por amor te dispuseste
a restaurar o mundo errado e triste !
Amor, que por Amor do Céu desceste !
Amor, que por Amor à Cruz subiste !
Amor, que por Amor a vida deste !
Amor, que por Amor a Glória abriste !»
( CAMÕES )
_________
Agora, uma paráfrase muito livre do Sr. Henri Maxwel Wright :
( Pastor evangélico nascido em Lisboa em 1849 )
«Amor, que por Amor desceste !
Amor, que por Amor morreste !
Ah ! Quanta dor não padeceste,
meu coração para conquistar
e o meu amor ganhar !
Amor, que com Amor seguias,
a mim, que sem amor tu vias !
Oh ! Quanto Amor por mim sentias,
meu Salvador, meu bom Jesus,
sofrendo sobre a Cruz !
Amor, que tudo me perdoas !
Amor, que até mesmo abençoas
um réu de quem tu te afeiçoas !
Por ti vencido, oh ! Salvador,
eis-me aos teus pés, Senhor !
Amor, que nunca, nunca mudas !
Que nos teus braços me seguras
cercando-me de mil venturas !
Aceita agora, Salvador,
o meu humilde amor !»
( É o nº 574 do velho "Salmos e Hinos", agora esgotado )
Sábado, 22 de Dezembro de 2007
A Bússola Dourada
Fomos ver este filme. Com uma Sala bem composta apesar de ser a primeira sessão da tarde.
Um filme que está em tudo o que são cinemas, no país ! Oito dias depois da estreia nos USA estava a passar aqui.
O filme parece-nos muito bem feito, e é essa aliás a opinião unânime dos críticos, com efeitos e cenários soberbos e o desempenho de actores, conhecidos, excelente ? Será que para além disso o filme atrae também por uma certa apetência pela fantasia ? Como fuga da realidade ?
Ou será mesmo por aquilo que o filme comunica, como propósito explícito, de combate à visão cristã da vida ?
Este filme foi realizado sobre um dos livros que compõem uma triologia, «His Dark Materials» da autoria de Philip Pullman que não esconde a sua filosofia e a sua agenda de contestação ao cristianismo, particularmente à igreja católica romana. Ph. Pullman afirma sem rodeios, em entrevistas, o seu repúdio pela narrativa bíblica, por aquilo que considera a tirania moral do cristianismo. Assim promove como que uma mitologia libertadora para os tempos actuais, segundo o comentário do Pastor Albert Mohler, Presidente do Seminário baptista do Sul.
«Os meus livros tratam», diz Pullman, «de como matar Deus».
"Magistério" é a figura que representa no filme, a igreja cristã, tal como nos livros, na triologia The Golden Compass, The Subtle Knife e The Amber Spy Glass.
Na parte final oda fita expressa um desideratum intenso : a emancipação daquilo que subjuga os seres humanos em termos morais, para que possam concretizar em liberdade a sua humanidade plena, sem serem cerceados do seu "daemon" natural, com que nasceram... representado no filme por um animal que sempre acompanha as personagens. A Igreja pretenderia, segundo o autor sujeitar as almas à "excisão"... ( é o termo empregado ) para as limpar moralmente. É resistindo que poderão emancipar-se e libertar-se.
Eis a filosofia do filme.
Esse mundo "sem Deus", nem precisamos de o imaginar em filme. Nem em fantasia literária... O que se nos depara é trágico ! "Estamos nele envolvidos" dia a dia ! É a expressão de São Paulo em Hebreus 12 : 1.
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