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Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007
A FAMÍLIA III, Pensamentos avulso
Mas, afinal, porquê esta essencialidade da Família ?
Simplesmente porque Deus, o Criador, assim planeou a Humanidade, para se rever na Família, e para que esta sirva de freio à degeneração.
Josué, o grande líder do estabelecimento territorial de Israel clamou com nitidez ao Povo :
«Escolham vocês como vos parecer bem. Mas eu e a minha Família serviremos o Senhor» Josué 24 : 5.
São Paulo afirmou categórico ao seu carcereiro quando este se afundava em desespero suicida e perguntava por uma saída que o salvasse :
«O que é que eu hei-de fazer...?»
«Crê no Senhor Jesus Cristo» - respondeu-lhe Paulo, «e serás salvo . Tu e a tua Família.» Actos 16 : 31.
A relação com Deus, a "Salvação", é um acto de estrita responsabilidade pessoal.
No entanto as grandes decisões têm sempre, de uma forma ou de outra, implicações e repercussões amplas, a todos os níveis da vida, sejam elas tomadas por grandes homens como Josué, ou por pessoas comuns como o carcereiro.
E a Família estará lá, sempre, implicada.
Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007
A Família II. Pensamentos avulso.
É na Família que se fazem os equilíbrios sustentadores da personalidade, construídos sob as dinâmicas complementares do afecto, do carinho, da educação formadora, da disciplina educativa, do aconselhamento atento, previdente e sólido. E claro, da nutrição física, cuidadosa e nunca descurada. Só esta, ou só aqueles, não chega.
Não haverá Famílias ideais. Também não há isso de Famílias monoparentais. Há sim Famílias com lacunas. Famílias com tristes estigmas de corrupção, de falência, de violência. Famílias com carências profundas de ordem material. Marcadas pela demissão, pela incompetência, pela ignorância. Arrastando essas profundas insuficiências de geração em geração.
É o mundo em que vivemos.
E contudo a força do amor, o amor superior, inteiro, puro, faz, hoje como sempre, milagres. E traz remédio a tanta coisa !
E a própria Sociedade, secundada por Instituições poderosas como a Igreja cristã, constrói apoios, ricos em eficácia, a esse bem imenso que é a Família. Ainda bem.
Aa grandes vitórias, morais, afectivas, sociais, ganham-se primeiro nas Famílias !
Ai do Estado que menosprezar essa constatação básica.
Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007
A FAMÍLIA I. Pensamentos avulso.
Um dos sinais distintivos do mundo ocidental actual é a deterioração da Família.
É uma estrutura tida como ultrapassada. É recusado o seu papel disciplinador como sendo um atentado à plena liberdade do indivíduo !
A Família degrada-se assim por essa e por mais razões. Por força da pressão e do stress do trabalho, pela busca do prazer hedonístico, pelo individualismo avassalante, pela recusa de compromissos que enleiam e incomodam a liberdade pessoal, pelo conceito de amor como prazer exclusivamente e não como compromisso , como dádiva.
E pela demissão dos Pais do seu papel.
Depois, há o divórcio, o divórcio gratuito, por cansaço, para mudar de afectividades..., predomina.
E contudo, a Família é o Núcleo fundamental da Humanidade .
É a Célula vital da Sociedade. Porque a Sociedade, a vida em comum organizada, não prescinde dela.
A Família é expressão de Vida. Pai e Mãe geram mais vida. Ninguém nasce doutra forma... Um ser que nasça, que venha ao mundo, sem que um Núcleo familiar se tenha formado isso representa um estado não natural, de carência.
É na Família que se forja o carácter.
É na Família que se começa a aprender a vida gregária, de interdependência e de solidariedade. É aí se aprende a respeitar noção de compromisso. O divórcio é a sua negação. É prova de que isso não foi aprendido...
É na Família que se inicia a aprendizagem básica de tudo.
Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007
O cristão e a preocupação ambiental
Tanto quanto sei avaliar, os ambientalistas têm como fundamento básico para a sua militância um princípio de sobrevivência da Humanidade. "A Terra é o nosso único Lar". Portanto, quanto mais depressa a poluirmos, a dissiparmos, a destruirmos tanto mais rapidamente desapareceremos.
Têm razão, com certeza.
Há certamente gente que se multiplica em cuidados com a Natureza por outras razões : porque é bela, porque nos dá coisas fantásticas e boas. Ninguém os critica. Outros têm para com a Natureza um respeito com laivos de culto pagão. Ou animista. Ela é, para esses, como que um deus ou a manifestação de um deus. São espiritualidades de tipo "nova era".
Os cristãos também velam e zelam pela Natureza. Animais incluídos, claro.
Mas aí acabamos por constatar uma especificação básica : os cristãos estão preocupados com a Natureza, solidarizam-se com todas as medidas que induzam à sua protecção, ao seu respeito, identificam-se com todos os que lutam contra a poluição e contra a dissipação desse Património riquíssimo em fontes e recursos vitais, mas frágil porque é fácil destruí-la em muitos domínios naturais. No entanto fazem-no por razões que conotam com o respeito pelo Criador e por princípios bíblicos.
Deus criou o mundo. E declarou que era bom. Ou antes : muito bom. Coisa que não é difícil de reconhecer... E deu à Humanidade a responsabilidade de cuidar dela ! Génesis 1 : 28.
E aqui está ! Trata-se então de assumir um economato !
Não me digam então que a posição dos cristãos não é mais coerente, mais sólida, mais bem fundamentada !
E também menos egoista, menos interesseira, menos calculista.
Também não é gratuita. Tem um retorno : a satisfação de um mandato que é cumprido. O prazer de fazer o que é recto à luz de um código divino.
João Calvino escreveu, num Comentário ao livro de Génesis, que "cada um de nós é o ecónomo de Deus em tudo o que lhe é dado". Eu diria antes «em tudo o que lhe é emprestado» ! Temos como que devolver ou antes, que dar conta de tudo ao Proprietário, bem cuidado e tratado...
O distraimento desse objectivo, o incumprimento desse mandato divino como ecónomos responsáveis ( não só da Natureza mas de muita coisa mais... ! ) é uma expressão da rotura na relação do Ser humano com Deus. A Bíblia chama-lhe pecado.
A Redenção dessa fractura na vinculação Ser humano/Deus não atinge apenas os humanos. Abrange o mundo criado.
Esse Universo que saiu do Poder criador supremo expressa o "intelligent design" e a inteligência fecunda de Deus nosso Pai e Redentor ( por Jesus Cristo ).
Mais do que ninguém, os cristãos são chamados a mudar de estilo de vida, e a corrigir, a rectificar comportamentos que agridam ou não considerem, no devido grau, a Criação !
Sábado, 24 de Novembro de 2007
Armas de brincar II
No Domingo 28 de Outubro publiquei um post sobre este mesmo tema, com este titulo, e disse lá que me parecia que legislação proibitiva, em Portugal, estaria subjacente ao facto de não se ver - de eu não ver - crianças brincando com armas "de fingir".
Enganei-me !
Fiz - tardiamente é certo, pois deveria tê-lo feito antes de escrever o post - uma pesquisa. E não há, com efeito, qualquer legislação no sentido de proibir venda de brinquedos imitando armas ! Estava convencido que sim...
É deplorável essa lacuna legislativa !
Pelo que consegui apurar é assunto que "está em cima da mesa", aliás tanto em Portugal como na União Europeia, há já uns anos. E não consegue avançar...
Porquê ? Não é evidente que permitir crianças divertirem-se com brinquedos imitando armas de fogo ou outras, fingindo que matam, é algo de antipedagógico ? Mais, de imoral, de "obsceno" ?
E está-se à espera de quê ? O que impede que legislação nesse sentido seja emitida ? Foças económicas ?
Até o facto de ter de se emitir legislação desse conteúdo é absurdo ! Nem deveria ser preciso legislar coisa nenhuma com esse fim ! É afrontoso pensar-se que crianças podem ser deixadas - e que Pais possam permitir que seus filhos fiquem - entregues a diversões desse teor.
E tanto conversa pacifista que ouvimos por aí...
Faz-se barulho, com razão claro, com temáticas de pedofilia, com crianças entregues ou não a pai biológico e retiradas aos "pais" afectivos, e por aí fora, ( calando-se, por exemplo, como constatamos todos, a promiscuidade sexual dentro e fora das Escolas... ) e sobre um assunto destes o silêncio é ensurdecedor...
Penso que entretanto não deveríamos calar a nossa perplexidade e o nosso protesto perante o silêncio, ou a apatia, ou a inépcia oficial, por todas as vias possíveis.
E nem é só a questão dos brinquedos reproduzindo armas mortíferas. É a magna questão dos jogos de video brutalmente violentos que atraem, horas e horas durante o dias, frente às suas consolas, alegremente oferecidas pelos Pais e Avós, milhares de crianças e de adolescentes.
Somos sócios da DECO. Há muitos anos. Vejo a DECO meter-se em muita coisa. Com montes de razão ! Porque será que esta temática fica fora do âmbito das suas preocupações ?
Porque são questões morais e não de consumo ! Por favor, não se perca a noção das realidades. Nem se caia na hipocrisia rigorista... Toda a defesa do consumidos é questão de Ética.
E mais : não deveríamos deixar, na medida das nossas possibilidades, de pressionar Governo, Deputados, Pais, Professores, Escolas, Infantários, etc, além da opinião pública, no mesmo sentido : que se faça legislação ( tal como para o tabaco, por exemplo, e bem ), restringidora ou pelo menos disciplnadora da produção e venda de todo esse material de enorme efeito deformador e causticador das sensibilidades e das consciências das nossas crianças.
É o que nós temos estado a tentar fazer.
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