ESCREVER POR PRAZER
Domingo, 28 de Outubro de 2007
Armas de brincar
Não vejo em Portugal, há muito tempo,  crianças brincando com armas, de plástico, de madeira, seja do que for.    Nem vejo à venda brinquedos desse tipo.

Julgo que o esclarecimento das pessoas e medidas proibitivas estão na origem disso.

Ainda bem.

Espero não estar enganado ou iludido nessa constatação...

Por isso com tanto mais pasmo deparámos na Grã-Bretanha , há dois ou três anos, e também neste verão na Polónia,  crianças brincando com armas de plástico fingindo que abriam fogo umas contra as outras...

Afinal não é dado adquirido, como julgávamos, que pelo menos na Europa, essas brincadeiras tivessem desaparecido !

Não duvido que a TV e as BD's contribuem definitivamente para que as crianças se sintam atraídas pelas armas, apesar de também não me custar a crer que se façam campanhas  -  na maioria dos países  -  no sentido de preservar as crianças desse manipulação pedagogicamente condenável.

Considero inconcebível que não se entendam as consequência dolosas na educação das crianças de as deixar brincar com armas de fogo a fingir !

E então numa Europa que teve um século XX infernal, em termos de guerras.  E em que os países foram devastados em milhões de seres humanos !

Não admira o que se tem passado de aterrador em Escolas nos EE.UU., com armas nas mão de  jovens !

Temos todos responsabilidades quanto a este assunto !


publicado por João Pinheiro às 19:28
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Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007
As Maiorias


Uma das bases definidoras da Democracia é a prevalência da maioria :

Mas é igualmente um sério risco para a sua subsistência e para a manutenção da sua pureza ! 


É aliás outra fragilidade da Democracia. 


Como decidem as maiorias ?  Que Valores e que Critérios estão subjacentes às decisões das maiorias ?


Perante a complexidade dos problemas políticos e humanos que muitas vezes enfrentam os cidadãos ou então aqueles que formam o grupo humano que for chamado a pronunciar-se ou a dar o seu voto, como deliberam os votantes ou os eleitores, e as maiorias que daí surgem ?


Toda a gente, com um mínimo de discernimento constata  -  seja aliás em que regime for mas especialmente numa Democracia  -  que sem cidadãos e votantes suficientemente informados e esclarecidos as decisões tomadas democraticamente são  - ou podem constituir  -   uma ruína para a comunidade em questão.

Haverá situações em que os eleitores poderão estar motivados por intuitos tão negativos que até na Bíblia lemos este importante aviso,  «Não sigas a maioria se for  para perverteres o Direito».  Êxodo 23 : 3.

 

Não tem havidos ditadores eleitos democraticamente ?

Nós os cristãos estamos empenhados em  que os Valores consignados na Revelação divina estejam na génese do pensamento, das ideologias, e das decisões das maiorias.

Que esse seja sobretudo o suporte da Educação por um lado.  E também o das políticas de Desenvolvimento por outro. 


Esse Código de princípios é o quadro fundamental de vivência no seio da Família.  E na Escola.


É utópico ?  Não é. 


É uma luta. 


Será ganha um Dia .



publicado por João Pinheiro às 22:24
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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007
Perturbadores !
«És tu então o perturbador de Israel ?», perguntou o rei ( Acabe ) a Elias, em tom recriminatório.        1 Reis 18 . 17.

Que desafio !

Que estímulo !

O Cristão tem um  Programa de vida, que implica uma dinâmica de acção.

Clama,  intervém, empenha-se.

E perturba !

Perturba,  quando se multiplica a violência, o egotismo,  quando se espraia a corrupção.

Quando a hipocrisia e a mentira são armas de autodefesa e suportes de  inserção social generalizadas .

Quando é constante a poluição.  Da Natureza e Moral.

Quando uma devoção irracional, fundada em revelações espúrias, apócrifas, satisfaz mentes e corações de gente simples.

Quando ninguém se interessa muito por Valores básicos e toda a gente aceita  o relativismo da Verdade.

Perturba tudo e todos, quando Deus é secundarizado, posto de lado.   E quando a sua Revelação  -  de que o Cristão é consignatário  -   é substituída pela idolatria do Dinheiro, do Prazer, do Poder.

Como, em grande medida, naquele tempo em Israel...

O Cristão perturba não porque pensa ser melhor que os outros.  Mas porque carreia com convicção e firmeza uma Mensagem que é coerente, consistente, quando transmitida na sua integralidade.

Assim tem sido a Fé cristã.

Há dois mil anos.


publicado por João Pinheiro às 18:35
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Terça-feira, 23 de Outubro de 2007
A pobreza
    Levantar-me contra a pobreza ?

    Já.  E  prontamente !

    Aliás a Aliança Evangélica Mundial está na linha da frente desse combate.  Só estranho que tenha uma delegação individual,  do «Desafio Miqueias »,  em Portugal, e que esse papel não tenha sido assumido pela Aliança Evangélica Portuguesa como era de esperar.

   O meu "levantamento" é feito no contexto limitado em que vivo  e do local em que habito.  Faremos o que pudermos e nos for sugerido. 

    Contudo faço-o com interrogações. Mas igualmente com alguma certeza de fundo.

     A pobreza é um problema complexo que não é só sociopolítico/económico .

    Equilibrar o bem-estar económico e social através do Estado social ?   Tudo bem.   E os recursos ?  Só os da receita fiscal ?   Chega-se lá assim ?  Será que o Estado liberal fará melhor quando pretende criar mais riqueza ?  A História recente tem provado precisamente o contrário, seja em que estrutura política for.  As médias estatísticas são as habituais, sempre decepcionantes : 5 a 15 % da população possui a riqueza; 5 a 15%  vive na miséria... 

    Faço, com sinceridade, os melhores votos para essa Campanha e para o êxito das reflexões dos peritos...

    A pobreza tem causas diferenciadas. A Bíblia fala, por exemplo, da opressão dos ricos,  Amós 5 : 11 e 12.  Tiago 2 : 5 a 7.   Depois há doença, os infortúnios.  E que sei eu...  !   Será que a Sociedade pode arcar com isso tudo também, e estabelecer o equilíbrio desejável entre pobres e ricos ? 

   Mas a pobreza tem também outras causas  como o carácter , a maldade e o vandalismo, a indolência, ( Provérbios 24 : 30 a 34 ), a inépcia. 

   E  -  e...  -   uma Educação sem Valores, uma Sociedade sem fundamentos éticos, Famílias que se esboroam ...!   Mais ainda, e sobretudo : o desprezo de Deus ! 

  E a Sociedade, onde vai buscar soluções ?   Está ela consciente desses factores geradores directa ou indirectamente de pobreza  ?!

   Chegamos assim ao ponto genuíno da questão.  E aí não posso calar as minhas convicções cristãs.

    Leio em na Bíblia, em Deuteronómio 15 : 4 - «...para que em ti não haja pobre... pois o Senhor abundantemente te abençoará...».   Depois, algumas linhas a seguir, v. 11 : «...Pois nunca cessará o pobre diante de ti...»  !! 

    Então, em que ficamos ?

    Mas são assim certas sínteses realistas da Palavra de Deus. 

    Primeiro, um estímulo, um conselho.  Depois um aviso pragmático.

   Primeiro um apelo ao esforço constante e regular que devemos todos assumir para eliminar a pobreza.  Deve fazer parte do nosso estar no  mundo. E os cristãos deverão ser os primeiros a assumi-lo.

   Depois uma chamada  clarividente à realidade no mundo :  a pobreza tem que ver com o que a Bíblia chama de "pecado". E a sua erradicação total é por um lado um futuro que está nas Mãos de Deus.  E por outro tem que ver com um Plano de Salvação.  Em Cristo.

    «Olhai para Mim e sereis salvos, vós todas as extremidades da Terra. 
    Porque eu sou Deus.
    E não há outro» ! 
     
Isaías 45 . 22.
   


publicado por João Pinheiro às 16:53
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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007
Israel
    O Parlamento israelita, o Knesset , aprovou por maioria qualificada, incluindo deputados do próprio Partido no Poder, uma moção de aviso ao Primeiro Ministro Olmert para que não ceda, em próximas conversações com os palestinianos, parte de Jerusalém  como uma das moedas de troca pela paz.

    Penso que nem sempre é fácil, para um cristão, tomar posição face a certos problemas politicos particularmente em contextos como este.  Os factos vão tomando contornos que nos parecem justos. Depois reconhecemos que há consequências imprevisíveis e mesmo aleatórias perante a complexidade das pressões e dos interesses políticos em jogo !   E hesitamos.

    Como cristãos amamos Israel como o Povo de Deus.  O Povo ao qual foi consignada grande parte da Revelação de Deus ao mundo, a todos nós, a cada um de nós. Amamos e respeitamos esse Povo na perspectiva dos Planos de Deus.

    A própria existência de Israel, dos judeus, no mundo, é uma prova da verdade da Bíblia e da intervenção de Deus na Terra !

    Sou dos que reconhecem o direito de Israel existir no Território que actualmente ocupa, que lhe foi cedido por consenso por parte da Comunidade iinternacional.  Não ocupou esse Território com violência.  Durante anos os judeus foram comprando terras aos que lá habitavam.  É a Terra onde se formaram como Nação há três mil e quinhentos anos.  Muito antes dos árabes.   Têm o direito existir pacificamente como Nação e na Terra em que estão.

    Verificamos -  e pesa-nos  -  que o Povo judeu, israelita, é alvo de um ódio cego, fanático, por parte, particularmente, de fortes facções no seio de povos muçulmanos ismaelitas.

  Mas isso não implica que aprovemos tacitamente tudo o que esse Povo faz.  Nomeadamente no domínio político, 

    Muitos dos dirigentes isrealitas e de boa parte da sua população não sentem -  damo-nos conta disso por dados a que vamos tendo acesso  -  grande responsabilidade face ao Deus da sua História !   E que determinou fundamentalmente que sejam o que são e como são... ! Ou  então não  têm especial devoção por esse Deus, que para muitos deles será um Deus do passado.  E pouco mais.

    Mas não é por isso que deixam de ser alvo dos cuidados e da atenção de Deus, o mesmo Deus que nós cristãos  veneramos e amamos.

    Além disso não esquecemos que continuam desprezando Aquele que veio ao mundo como o Messias de Israel.  E foi recusado e morto, apesar das largas provas da sua identidade divina.

    Por isso, ainda que sem um cego apoio a tudo o que Israel faça, no actual contexto das nações, continuamos a ver em Israel o Povo que deverá tornar-se, talvez em breve, a charneira, o fulcro do desenrolar seguro dos Planos de Deus para todo o mundo.

    E isso torna-nos observadores muito atentos a tudo o que se passa nesse ponto central do panorama e da história do tempo em que vivemos.

    E Jerusalém há-de vir a ter um papel que talvez nem saberemos imaginar.

    Num futuro que só Deus sabe a que distância estamos dele.  Mas que  tudo nos mostra que se aproxima a passos largos.

    Estejamos atentos. 

    Mas não só.  Prevenidos ! 

    Espiritualmente prevenidos e avisados !

   


publicado por João Pinheiro às 23:48
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