O Parlamento israelita, o Knesset , aprovou por maioria qualificada, incluindo deputados do próprio Partido no Poder, uma moção de aviso ao Primeiro Ministro Olmert para que não ceda, em próximas conversações com os palestinianos, parte de Jerusalém como uma das moedas de troca pela paz.
Penso que nem sempre é fácil, para um cristão, tomar posição face a certos problemas politicos particularmente em contextos como este. Os factos vão tomando contornos que nos parecem justos. Depois reconhecemos que há consequências imprevisíveis e mesmo aleatórias perante a complexidade das pressões e dos interesses políticos em jogo ! E hesitamos.
Como cristãos amamos Israel como o Povo de Deus. O Povo ao qual foi consignada grande parte da Revelação de Deus ao mundo, a todos nós, a cada um de nós. Amamos e respeitamos esse Povo na perspectiva dos Planos de Deus.
A própria existência de Israel, dos judeus, no mundo, é uma prova da verdade da Bíblia e da intervenção de Deus na Terra !
Sou dos que reconhecem o direito de Israel existir no Território que actualmente ocupa, que lhe foi cedido por consenso por parte da Comunidade iinternacional. Não ocupou esse Território com violência. Durante anos os judeus foram comprando terras aos que lá habitavam. É a Terra onde se formaram como Nação há três mil e quinhentos anos. Muito antes dos árabes. Têm o direito existir pacificamente como Nação e na Terra em que estão.
Verificamos - e pesa-nos - que o Povo judeu, israelita, é alvo de um ódio cego, fanático, por parte, particularmente, de fortes facções no seio de povos muçulmanos ismaelitas.
Mas isso não implica que aprovemos tacitamente tudo o que esse Povo faz. Nomeadamente no domínio político,
Muitos dos dirigentes isrealitas e de boa parte da sua população não sentem - damo-nos conta disso por dados a que vamos tendo acesso - grande responsabilidade face ao Deus da sua História ! E que determinou fundamentalmente que sejam o que são e como são... ! Ou então não têm especial devoção por esse Deus, que para muitos deles será um Deus do passado. E pouco mais.
Mas não é por isso que deixam de ser alvo dos cuidados e da atenção de Deus, o mesmo Deus que nós cristãos veneramos e amamos.
Além disso não esquecemos que continuam desprezando Aquele que veio ao mundo como o Messias de Israel. E foi recusado e morto, apesar das largas provas da sua identidade divina.
Por isso, ainda que sem um cego apoio a tudo o que Israel faça, no actual contexto das nações, continuamos a ver em Israel o Povo que deverá tornar-se, talvez em breve, a charneira, o fulcro do desenrolar seguro dos Planos de Deus para todo o mundo.
E isso torna-nos observadores muito atentos a tudo o que se passa nesse ponto central do panorama e da história do tempo em que vivemos.
E Jerusalém há-de vir a ter um papel que talvez nem saberemos imaginar.
Num futuro que só Deus sabe a que distância estamos dele. Mas que tudo nos mostra que se aproxima a passos largos.
Estejamos atentos.
Mas não só. Prevenidos !
Espiritualmente prevenidos e avisados !